RELATÓRIO
DA REUNIÃO DO SETOR DAS FEDERAIS DO ANDES-SN
REALIZADA EM BRASÍLIA – DF, NO DIA 25 DE OUTUBRO
DE 2007
O
Professor Agostinho, da coordenação do setor,
abriu a reunião dando as boas vindas aos presentes
e teceu um breve comentário sobre o sucesso da marcha
do dia 24/10.
Antecipou
algumas observações sobre a proposta do governo
de reestruturação da malha salarial dos docentes
da carreira do ensino superior e sugeriu a seguinte sistemática
para a reunião, que foi acatada pelos presentes: os
temas constantes da pauta da reunião dos três
setores (26/10) devem também ser tratados na avaliação
de conjuntura a fim de permitir, de forma ágil, um
posicionamento do setor sobre eles, a saber: I - ações
sindicais no combate à precarização;
II - a carreira docente e os planos de cargos e salários;
III - autonomia universitária diante da interferência
das fundações privadas de apoio, das fundações
municipais e das mantenedoras.
Foi escolhido o Professor Emerson (ADUFEPE-S.Sind) para apresentar
os posicionamentos do Setor das IFES sobre os temas que serão
discutidos na reunião intersetorial.
Foi
solicitado aos representantes das seções sindicais
que os informes priorizassem a Campanha Salarial e o REUNI.
Tarde
A reunião foi retomada às 14h30 com os informes
apresentados pelo Professor Luiz Henrique Schuch sobre a Plenária
Nacional da Frente Nacional de Luta Contra a Reforma Universitária,
ocorrida pela manhã, no Minas Tênis Clube, (Brasília
/DF) à qual esteve presente. A plenária teve
ampla participação de lideranças, principalmente
de estudantes, de todo o país. A plenária avaliou
positivamente tanto a parte organizativa como as ações
políticas da Frente durante o ano de 2007, além
de fazer uma boa avaliação da Marcha Contra
as Reformas, realizada na véspera.
Os
principais encaminhamentos aprovados na plenária foram:
a-
continuar as ações nas universidades para barrar
o REUNI;
b- definir o período de 5 a 11 de novembro como semana
de mobilização nacional, em todas as universidades,
contra o ENADE/SINAES, articulando a luta com as Executivas
de Cursos;
c- destacar o dia 7 como o dia de mobilização
pela pauta relativa às universidades privadas;
d- definir o dia 13 de novembro como dia nacional de luta
contra o REUNI, com a intensificação de ações
segundo as características de cada local;
e- ampliar a organicidade da Frente com maior participação
de base em cada instituição e com articulação
dos núcleos estaduais da Frente;
f- ampliar a discussão e a luta contra as fundações
estatais;
g- articular, a partir da experiência de 2007, a agenda
para 2008 incluindo calendário de lutas das particulares.
A
reunião aprovou também moções
contra a criminalização do movimento estudantil,
de solidariedade aos estudantes que estão nas ocupações
das reitorias e repúdio a posturas das reitorias, ao
uso de força militar e à violência.
Na
seqüência, Paulo Rizzo apresentou a proposta do
governo relativa às tabelas salariais. Fez uma análise
detalhada das tabelas e apresentou hipóteses e simulações,
visando a propiciar o entendimento com vista ao debate. Destacou
que, nas negociações com o governo, o Sindicato
deve priorizar os princípios contidos na sua pauta
de reivindicações protocolada no MP e no MEC,
procurando, desta forma, evitar que o governo apresente soluções
pontuais que dificultem a defesa desses princípios.
Chamou a atenção para a necessidade da recuperação
da paridade e da isonomia como princípios, da incorporação
das gratificações e da imprescindibilidade do
tratamento simultâneo das questões salariais
dos docentes das carreiras de 1º, 2º e de 3º
grau.
ANÁLISE DE CONJUNTURA
Foi
feita uma avaliação muito positiva da marcha
realizada na véspera que superou todas as expectativas
de participação ao contar com cerca de vinte
mil manifestantes, tendo sido um marco importante na luta
em defesa dos direitos dos trabalhadores. Foi avaliado também
que o ANDES-SN, no cumprimento das deliberações
do 26º CONGRESSO e do 52º CONAD, jogou papel muito
importante para o sucesso da marcha.
Em
todas as intervenções ficou evidenciada a importância
da mobilização como único modo de levar
o governo a reconhecer a justeza das reivindicações
dos docentes e de conquistar a paridade e a isonomia. Os representantes
das seções sindicais presentes enfatizaram a
importância de o Sindicato estar respaldado pela base,
pois a proposta do governo ameaça direitos arduamente
conquistados pela categoria, além de os valores de
reajustes ficarem aquém da soma da inflação
não-resposta nos anos recentes e da inflação
futura, até o final de 2011, sendo muito inferiores
aos índices reivindicados.
No
debate, ficou consolidada a posição de que a
negociação terá que tratar simultaneamente
das propostas de remuneração para os docentes
das carreiras de 1º, 2º e de 3º grau.
O
tratamento diferenciado dos regimes de 20 horas, 40 horas
e dedicação exclusiva, com maior valorização
do primeiro e a manutenção da GED por avaliação
de desempenho indicam que o governo pretende formalizar uma
composição remuneratória que contemple
as metas do REUNI.
Foi
observado que a proposta do governo dispensa um injustificado
tratamento discriminatório aos docentes em regime de
40h.
ENCAMINHAMENTOS APROVADOS
1)
O Setor das Federais, reunido no dia 25 de outubro de 2007,
após analisar a proposta apresentada pelo governo na
reunião do dia 23 de outubro de 2007, afirmou sua posição
contrária a ela pelas seguintes razões:
- estabelece a separação do incentivo de titulação
do vencimento-base;
- não contempla a paridade entre ativos e aposentados;
- pretende a regulamentação de uma gratificação
de produtividade;
- propõe índices de reajustes muito aquém
dos reivindicados;
- impõe a diluição dos reajustes em um
período de três anos;
- não apresenta proposta de reajustes para os docentes
de 1º e de 2º grau.
Reafirma também, a posição, segundo a
qual o processo de negociação terá que
tratar simultaneamente das propostas de remuneração
para os docentes das carreiras de 1º, 2º e de 3º
grau.
2)
O setor reafirma a necessidade de uma forte mobilização
com a qual seja possível mostrar ao governo a disposição
de luta do Movimento Docente em defesa dos princípios
que fundamentam a pauta de reivindicações dos
docentes da IFES.
3)
Rodada de assembléias gerais de 9 a 16 novembro de
2007, após as reuniões de negociação
marcadas para os dias 7 e 8 de novembro.
4)
Próxima reunião do Setor nos dias 17 e 18 de
novembro.
5)
O Setor das IFES recomenda às seções
sindicais a participação nas ações
propostas pela Frente Nacional de Luta contra a Reforma Universitária:
semana de luta contra o ENAD 5 a 11 de novembro e dia de mobilização
contra o REUNI, no dia 13 de novembro.