Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
9 de outubro de 2007
Nº 54

 

ANDES-SN

O Movimento Docente resiste e avança na luta
pelos direitos dos professores e na defesa da universidade pública!

A reunião do Setor das Federais, realizada em Brasília nos dias 6 e 7/10/07, com a presença de representantes de 29 seções sindicais, evidencia o empenho do Movimento Docente na rejeição ao REUNI e pela conquista, em especial, de sua pauta de reivindicações. O resultado da recente rodada de assembléias gerais mostra, como conseqüência, um quadro crescente de mobilização e indignação. Mas a conjuntura exige mais empenho, organização e denoto que possam ser traduzidos em maior mobilização com força suficiente para obrigar o governo a concretizar uma proposta que atenda às reivindicações de valorização do docente e de condições dignas de trabalho.

Hoje, a universidade pública sofre um dos ataques mais virulentos da sua existência traduzido em propostas do governo pretensamente inovadoras e de ampliação social que, na realidade, são antigas formas de privatização da universidade, de precarização do trabalho docente e, com uma forma ainda mais agressiva, de desmonte do sistema com o aviltamento da produção dos saberes e da cultura. Propagandeando a expansão do público para a inclusão social, o REUNI provocará tão-somente o fim da qualidade da universidade pública. O Movimento Docente tem trabalhado de forma articulada com outros segmentos da universidade buscando a união da comunidade para o enfrentamento dessa política.

É nesse cenário de embate entre duas concepções de universidade que se dá a negociação com o MPOG/MEC. Com a consciência de que o antagonismo entre os dois projetos em discussão determina a natureza das negociações, o Movimento Docente mantém a firme disposição de luta na defesa intransigente da universidade pública e gratuita e de condições dignas de trabalho necessárias à garantia do fazer acadêmico.

As ações do governo, quando se trata de desmontar a universidade, são objetivas e precisas. No trato das negociações salariais, não! Entregue a pauta de reivindicações em março, somente no início do 2º semestre deste ano, quando o Setor das Federais enviou à base o indicativo de greve, o governo resolveu chamar o Sindicato para constituir uma mesa de negociação. Até agora – dia 7/10/07 –, nada foi apresentado de concreto. No entanto, o governo já anunciou um prazo para a conclusão das negociações, o que evidencia a ambigüidade de suas ações. A falta de qualquer proposta objetiva é produto de uma ação deliberada que visa impor à categoria algum tipo de solução, possivelmente rebaixada ou muito aquém dos nossos direitos. Como a categoria dos docentes é a única, no conjunto dos servidores públicos federais, que ainda não assinou acordo salarial, é importante para o governo que isso se dê o mais rapidamente possível. No entanto, os docentes, mobilizados, saberão criar condições para que qualquer conclusão do processo seja definida nos seus interesses e na defesa da universidade pública.

A reunião do Setor das Federais, em face desta avaliação, entende que é fundamental romper a tática do governo de reuniões sucessivas sem apresentação de contrapropostas à pauta do Sindicato. Para tanto, o setor considera que é imperativo que o movimento obrigue o governo a acelerar as negociações. Isto exigirá um esforço concentrado dos docentes em todas as seções sindicais, com a participação em assembléias, atos e atividades que reforcem o movimento nacional e forcem o governo a abandonar a tática de tergiversação que até agora caracterizou os seus atos.

Para dar curso a esse esforço e fazer avançar as negociações, o Setor das Federais deliberou o conjunto de ações que se segue.

1) Manutenção do indicativo de greve
2) Formação do comando pró-negociação
3) Cobrança do governo na agilização do processo
Recomenda, ainda, às seções sindicais que deliberem o estado de assembléia permanente no acompanhamento deste processo.

 

Em defesa da Universidade Pública!
Pela valorização do trabalho docente!
Negociação Já!

 

 


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