Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
27 de setembro de 2007
Nº 50

 

Leia nesta edição:

 


 

 

ANDES-SN

RELATÓRIO DA AUDIÊNCIA COM A SECRETARIA DE RECURSO HUMANOS - SRH/MPOG REALIZADA NO DIA 26 DE SETEMBRO DE 2007

Presentes
SRH/MPOG: Duvanier Paiva Ferreira (Secretário), Idel Profeta Ribeiro, Beth Muniz, Marilene Ferrari e MEC: Maria do Socorro Gomes (Nina)
Parlamentares: Deputado Federal Chico Lopes (PCdoB – CE) e Carlos Décimo, assessor do Deputado Inácio Arruda (PCdoB – CE)
ANDES-SN: Paulo Rizzo, Almir Meneses Filho e Fernando Molinos
SINASEFE: William do Nascimento Carvalho e Felipe Acácio Jaques
PROIFES: Gil Vicente e Eduardo Rolim de Oliveira

O Secretário abriu os trabalhos perguntando se algum dos presentes tinha alguma questão preliminar a apresentar. Não havendo manifestação, ele iniciou os trabalhos argumentando que a data de 23 de outubro é a referência para a conclusão das negociações, mas que, eventualmente, poderá ser prorrogada. A reunião deveria, então, definir a organização dos trabalhos no período com vista à construção da proposta de reestruturação da remuneração dos docentes. Disse que seriam necessárias algumas reuniões até o dia 23. Afirmou que as propostas feitas pelas entidades estão sendo avaliadas, que as pautas estão ainda sendo depuradas, e que o governo não está rejeitando nenhuma delas a princípio. Repetiu que os trabalhos devem caminhar em direção à definição de uma proposta e que esta deve ter como referência o final do mandato do governo, isto é, 2010. Sobre as propostas constantes das pautas das entidades, afirmou que elas expressam iniciativas que precisam ser tomadas, e que há um consenso em torno do diagnóstico da situação remuneratória dos docentes, e, ainda, que a prioridade é corrigir as distorções existentes na estrutura remuneratória. Incluiu um elemento novo ao debate, ou seja, o tratamento das jornadas de trabalho, isto é, dos regimes de trabalho atuais, 20h, 40h e DE. Informou que estão sendo feitos ensaios em torno de alternativas para a superação das distorções hoje existentes. Destacou, ainda, como um consenso entre as partes, que ninguém hoje defende uma remuneração com um vencimento básico tão diminuto e um peso tão grande das gratificações. Disse, então, que o governo sabe, e as entidades também, que as soluções não são simples, e que os impactos financeiros deverão ser considerados. A saída seria a construção de uma equação considerando todas as variáveis e com o horizonte de 2010.

Questionado sobre quais seriam as pretensões em discutir os regimes de trabalho, o Secretário passou a palavra para Nina, que argumentou que, sob o ponto de vista da gestão das IFES, há uma necessidade de maior valorização dos docentes em regime de 20 horas com melhoria da remuneração que, por estar muito baixa, dificulta a contratação de profissionais qualificados que atuam em outras instituições e que são importantes para as universidades. Segundo Gil Vicente, a ANDIFES está apresentando uma proposta de remuneração do docente com carga de 20h como se estivessem em regime de 30h e, após os esclarecimentos, perguntou qual seria o montante de recursos que o governo estaria disponibilizando uma vez que isso daria a idéia de que tipo de proposta poderia ser trabalhada.

Seguiu-se uma rodada de intervenções. Paulo Rizzo disse que a defasagem salarial dos professores em regime de 20h é real, mas que é devida ao desequilíbrio que envolve o conjunto, isto é, os três regimes de trabalho e, ainda, que ela é maior nos regimes de 40h e DE, em razão da complementação do salário-mínimo. Portanto, em seu entendimento, a solução do problema terá que passar pelo tratamento equânime de toda a categoria, com isonomia e paridade. Afirmou discordar da idéia de tomar como ponto de partida a disponibilidade financeira a ser declarada pelo governo. A seu ver, o debate da questão deverá centrar-se nas reivindicações. Os representantes do ANDES-SN manifestaram, ainda, que a categoria alimentava a expectativa de que, após três reuniões, o governo apresentasse propostas concretas em relação às reivindicações. Já que isso não se deu, o indicativo de greve está mantido pelo setor das IFES do sindicato e que uma rodada de assembléias na próxima semana estará discutindo esse indicativo. O fato de que, passados meses desde a apresentação da pauta de reivindicações, o resultado de hoje tenha sido apenas um calendário, certamente causará frustração na categoria que precisa de dados concretos para poder avaliar os próximos passos a serem seguidos. Além disso, seria prematuro reunir um grupo técnico sem que primeiro houvesse a definição de uma linha clara pela mesa de negociação.

O Secretário disse que a metodologia adotada na negociação visa à construção conjunta de uma proposta e não a apresentação de uma pelo governo, o que seria algo já superado por ele e experimentado em processos recentes, como o da FASUBRA. Afirmou não concordar que o processo esteja atrasado e que a negociação está em curso e que, nele, as soluções devem surgir do debate e da construção conjunta de propostas. Disse que, com esse método, não cabe à bancada do governo apresentar os ensaios feitos por ele na mesa de negociação, mas sim nas reuniões técnicas que trabalhariam as hipóteses antes de serem trazidas à mesa.

Considerou, ainda, que haveria bases para o trabalho técnico, pois, como já dito no início da reunião, havia uma concordância em relação ao diagnóstico, à melhoria da estrutura de remuneração, à elevação do vencimento básico com formulação de propostas para o tratamento das gratificações, na perspectiva de 2010. Haveria, segundo ele, apenas uma divergência de conteúdo, pois a linha do governo é contrária à paridade e que a remuneração dos servidores deve ser composta por uma parte fixa e uma baseada na avaliação de desempenho e que, com isso, não haveria paridade. Desculpou-se por ter que sair em função de um compromisso no Congresso Nacional e pediu que a reunião, na sua continuidade, definisse o calendário de reuniões.

Na discussão sobre o calendário, os representantes do governo defenderam que primeiro fossem realizadas as reuniões técnicas e depois as da mesa, chamadas, por eles, de reuniões políticas. Os representantes do ANDES-SN e do SINASEFE insistiram que, para haver uma reunião técnica, deveria haver a garantia de que ela pudesse tratar das questões em pauta respeitando-se os princípios da paridade e isonomia expressos nos itens das pautas das entidades, como equiparações de vencimentos, entre GED e GEAD e também em relação aos incentivos de titulação, bem como as incorporações da VPI e das gratificações. Os representantes do governo repetiram o que o Secretário já havia dito, isto é, que todos os itens das pautas poderão ser considerados. Após um intenso debate, chegou-se ao seguinte calendário: reuniões técnicas nos dias 3 e 11 de outubro, às 14h30 e reuniões da mesa de negociação no dia 18 de outubro às 15h e no dia 23 de outubro às 17h.

Brasília, 27 de setembro de 2007


 

 


 

 

ANDES-SN

RELATÓRIO DA REUNIÃO DO SETOR DOS DOCENTES DAS IFES
REALIZADA EM BRASÍLIA NO DIA 26 DE SETEMBRO DE 2007

Presentes

Diretoria: Paulo Rizzo, Fernando Molinos Pires, Almir Serra Menezes Filho, Francisco Jacob Paiva, Laudenir A. Gonçalves, Evson Malaquias de Moraes Santos José Menezes Gomes.

CNM: Zenilde Moreira B.de Morais (ADUFERPE), Benedito G. Santos Filho (ADFCAP), Carlos Alberto Costa Andrade (ADUFMAT)

Seções Sindicais (20) ADUFPA, (Sandra Moreira); ADFCAP, (Benedito G. Santos Filho); ADUFPI, (Pedro Alves Lemos Filho); ADUFC, (Zuila Maria de Figueiredo Carvalho); ADURN, (Raimundo Nonato Nunes); ADUFPB, (Galdino Toscano de Brito Filho); ADUFCG (Marinalva Vilar de Lima); ADUFEPE, (Emerson Araújo); ADUFERPE, (Zenilde Moreira B. de Morais); APUB, (Paulo de Jesus); ADUnB, (Graciela Doz); ADUFMAT, (Alcides Teixeira da Silva); SINDCEFET-MG, (Hélcio Queiroz Braga); ADUFU, (Adriany de Ávila Melo); ADUFLA, (Samuel Pereira de Carvalho); ADUFES, (Josemar Machado de Oliveira e Ricardo Roberto Behr); SINDUTF-PR, (Jazomar Vieira da Rocha); APROFURG, (Paulo Rieger e Elmo Swoboda); ADUFPel, (Elaine da Silva Neves); SINDUNIVASF, (Leonardo Sousa Cavalcanti).

Avaliação da conjuntura

Os membros da CNM apresentaram, sobre o indicativo de greve nas seções sindicais, os informes que se seguem.
- Cinco apresentam data definida para o início da greve
- Dezenove aguardam resposta da audiência de hoje do MPOG para tomar uma posição na rodada de assembléias que vai até 5 de outubro.
- Vinte apresentam indicativo de greve sem data.
- Quinze estão sem indicativo.
- Três têm posição contrária ao indicativo de greve.
- Quatro não foram contatadas.

Em seguida, houve uma rodada de falas que avaliaram a audiência e que apontaram para os encaminhamentos.

 

Encaminhamentos

Em decorrência da avaliação sobre a 4ª audiência com o MP e o MEC em que se constatou que o governo não correspondeu às expectativas da categoria quanto à apresentação de proposta em relação à pauta apresentada e que o apontou, ao contrário, para um processo de negociação vago e indefinido, o setor aprovou os encaminhamentos que se seguem:

1. Manutenção do indicativo de greve

2. Deliberações
Que, na rodada de assembléias gerais, que ocorrerá no período de 27 de setembro a 5 de outubro, delibere-se sobre a seguinte pauta: a) apreciação do indicativo de greve; b) apreciação da data para deflagração da greve. O Setor sugere o dia 15 de outubro, dia do professor.

2.2 Reafirmação da realização de Reunião do Setor nos dias 6 e 7/10.

2.3 Intensificação da luta contra REUNI e pelo atendimento da pauta de reivindicações do ANDES-SN.

2.4 Intensificação, nas seções sindicais, da coleta de assinaturas da carta aos parlamentares (sugestão de texto anexada ao relatório da reunião do Setor das IFES do dia 15 e 16 de setembro) a ser entregue aos deputados da bancada federal de cada estado até o dia 5 de outubro.

Outros assuntos

O Professor Evson distribuiu cartazes da campanha salarial a cada participante da reunião, informando que serão enviados para todas as seções sindicais no dia 27, por via aérea, para que possam ser utilizados nas convocações das assembléias.

O Professor Jacob informou que a diretoria, em sua última reunião, realizada no final de semana, definiu encaminhamentos para a Semana em defesa da Educação Pública (dia do professor) com sugestão de atividades que congreguem os três setores e que serão apresentadas por uma circular. Será confeccionado um Informandes Mural, uma nota, haverá transmissão de uma vídeo-conferência nacional no dia 15.


Coordenação do Setor das IFES


 

 

 

 


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