Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
9 de julho de 2007
Nº 38

É hora de aumentar a mobilização

Nos últimos meses, os ataques do governo Lula ao conjunto da classe trabalhadora intensificaram-se. Várias medidas estão sendo impostas visando à retirada de direitos, tais como o Projeto de Lei Complementar 01/2007 - que limita por dez anos a despesa com pessoal e encargos no serviço público -, a regulamentação do direito de greve e a reforma da Previdência.

As universidades públicas também na mira e a munição que o governo está usando é devastadora para a qualidade do ensino e da pesquisa. Por detrás de siglas como Prouni, REUNI, EAD e IFET estão propostas que atacam a indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão, que aprofundam o processo de mercantilização do ensino e que precarizam as condições do trabalho docente.

Para fazer frente aos ataques do governo e reivindicar melhorias salariais, os servidores estão se mobilizando. No dia 1º de julho, a Plenária Nacional dos SPFs aprovou indicativo de paralisações para o mês de agosto, objetivando a construção de uma greve unificada até o início de setembro. Algumas categorias já se encontram em greve, entre elas os técnicos-administrativos das IFES, que paralisaram as atividades há 40 dias.

Articulado com a luta do funcionalismo federal, o Setor das IFES do ANDES-SN tem aprofundado as discussões sobre as estratégias de luta e o grau de mobilização da categoria docente. Na última reunião do setor, realizada dia 30 de junho, foi avaliado que é preciso ampliar essa mobilização. Nesse sentido, as Seções Sindicais deverão realizar uma rodada de assembléias para discutir o indicativo de greve.

O objetivo é pressionar o governo a atender a pauta de reivindicações dos docentes, especialmente no que se refere à questão salarial, que envolve a tabela proposta, a retirada do PLC 01/2007 e a revogação dos decretos que criam o REUNI e os IFETs.

Greve é instrumento de luta e defesa dos trabalhadores

A principal avaliação, tanto dos representantes dos SPFs quanto do Setor das IFES do ANDES-SN, é que somente com muita mobilização será possível barrar o PLP 01 e outros ataques, bem como forçar o governo Lula a negociar as reivindicações da Campanha Salarial.

A pauta foi protocolada pela CNESF (Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais) no dia 15 de março e até agora o governo não demonstrou qualquer interesse em negociar. Em vez disso, quer restringir o direito a greve dos servidores.

Nas últimas décadas, a greve tem sido último recurso para levar o governo federal a estabelecer negociações em torno da nossa pauta de reivindicações. Vale também lembrar que todas as conquistas da categoria docente foram obtidas com muita pressão e luta, em movimentos grevistas.

É hora de sair do imobilismo e discutir a necessidade de ir à greve para denunciar as reformas mercantilistas do governo e a falência em que se encontra a educação superior no país. A greve é um direito coletivo dos trabalhadores, garantida pela Constituição. No caso das greves nas universidades públicas, são deflagradas não apenas por reposição salarial e melhores condições de trabalho, mas também pela manutenção da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade para todos os cidadãos brasileiros.

A ADUnB convoca todos os associados para participar da Assembléia Geral Extraordinária do próximo dia 12 (quinta-feira), às 10h, no Anf. 03 - Ala Sul, quando será discutido o indicativo de greve. A luta, os desafios e as conquistas são de todos nós. Compareça!




 


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ANDES-SN

GT de Trabalho e Formação Sindical avalia
mobilização dos docentes, servidores e estudantes

Na reunião do GT de Trabalho e Formação Sindical (GTPFS) do ANDES-SN, realizada nos dias 2 e 3 de julho, os representantes das Seções Sindicais avaliaram, entre outros temas, a retomada das lutas do movimento estudantil e a Campanha Salarial dos SPFs.

Os participantes concluíram que o movimento dos estudantes veio forte e organizado o suficiente para abrir uma crise na direção (governista) da UNE, que saiu vaiada durante a ocupação da reitoria da UFAL e que está completamente fora da direção desse novo movimento. Considerou-se também que o movimento na USP fortaleceu a luta dos docentes e servidores, que acabaram por entrar em greve também, sendo que os funcionários e uma parcela dos professores apoiaram a ocupação. Isso fez multiplicar as greve nas estaduais paulistas, com novas ocupações das reitorias. E hoje, greves e/ou ocupações já ocorrem pelo Sul e Nordeste do país. Ressaltou-se o fato de que essas lutas em curso nas universidades têm sido não apenas pelas pautas específicas de cada categoria, mas também claramente contra a Reforma Universitária de Lula e em defesa da universidade pública e gratuita. Daí a necessidade de se fortalecer os fóruns estaduais de luta contra a reforma universitária.

Em relação à Campanha Salarial dos SPFs, discutiu-se a greve da CONDSEF e da FASUBRA, as dificuldades de se construir a greve unificada e a necessidade de mobilizar nossa categoria pela nossa pauta de reivindicação.

Um outro assunto debatido foi o balanço do dia 23 de maio, como um grande Dia de  Nacional Luta, com mais de um milhão de pessoas mobilizadas em ações diversas. Uma vitória do Fórum Nacional de Mobilização contra as Reformas Neoliberais, com destaque ao papel da CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) na batalha por essa unidade, o que a fortalece como alternativa de luta dos trabalhadores.

52º CONAD: atualização do plano de lutas

Os itens 3 e 4 da pauta foram abordados conjuntamente.

Discutiu-se questões relativas ao direito de greve, à autonomia/soberania das seções sindicais, particularidades do Setor das IPES e sua relação com as reformas em curso.

Quanto ao plano de lutas - direitos e organização dos trabalhadores, aprovado no 26º CONGRESSO, fez-se o seguinte balanço referente ao item 5.2 (direitos sindicais): ponto 2, não houve condições de realizar a tarefa. A Coordenação do GT ficou responsável de encaminhar a proposta para a realização da tarefa na reunião da Diretoria preparatória do Caderno de Textos do 52.º CONAD; pontos 5 a 7, estão sendo encaminhados; pontos 8 a 11, na próxima reunião do GT trabalhar planejamento de ações para o 2º semestre.

 

Pré-Projeto de Curso de Formação Política e Sindical

Foi feita uma leitura do pré-projeto e em seguida foi aberto o debate. O GT da ADUFPA e a Diretoria da ADUFRJ haviam discutido o assunto. Avaliou-se que o pré-projeto está num formato muito rígido. Após longo debate, decidiu-se por formar uma comissão que ficou responsável por reestruturar o pré-projeto e apresentá-lo na próxima reunião do GT.

 

Outros Assuntos

Aprovou-se a proposta de realizar a próxima reunião no começo de julho na cidade de Piracicaba, com o objetivo de fortalecer os companheiros de lá após o movimento de greve. A proposta de pauta inclui a discussão sobre a repressão ao movimento sindical e o projeto de formação política e sindical do GT.

Com relação aos procedimentos decorrentes da filiação do ANDES-SN à CONLUTAS, foram sugeridas as seguintes ações: orientar as secretarias regionais e seções sindicais a incluir "filiado à CONLUTAS" em seus documentos oficiais e logomarca (se possível, com link) nas páginas da Internet;  confeccionar documento resgatando a história do ANDES-SN, desde seu início como Associação Nacional, sua transformação em Sindicato, vinculação e desfiliação da CUT até a CONLUTAS, enfatizando as características da organização do ANDES-SN e sua concepção sindical;  fazer o debate nas seções sindicais sobre a importância da contribuição financeira à CONLUTAS; tentar realizar as reuniões do GT em São Paulo no mesmo período que as reuniões da Coordenação Nacional da CONLUTAS, no sentido de fortalecer os laços do GT com a entidade.

 


 

 


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