Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
3 de julho de 2007
Nº 37

ANDES-SN

Setor das IFES indica necessidade de mais mobilização

Os participantes da reunião do Setor das IFES do último dia 30/6, depois de avaliarem o desenvolvimento da Campanha Salarial, consideraram a necessidade da ampliação da mobilização e indicaram como proposta às seções sindicais os seguintes encaminhamentos:


- Rodada de AGs para discutir indicativo de greve dos docentes das IFES.

- Nova reunião do Setor das federais, no dia 25 de julho, em São Luís, antecedendo o 52 CONAD, para avaliar o resultado das AGs quanto ao indicativo de greve e propor novos encaminhamentos.

- Definição como pauta de reivindicação:
1- Revogação dos decretos que criam o REUNI e os IFETs.
2 – Atendimento da pauta de reivindicação, em especial o atendimento da reivindicação salarial, com a conseqüente retirada do PLP 01/2007.

Foi indicado também que a categoria seja mobilizada ao longo deste mês de julho, com a realização de seminários e panfletagem.


Com relação à participação do ANDES-SN na Plenária dos SPFs, foram aprovados, por consenso, os seguintes encaminhamentos:

• Pela realização de nova plenária no início do mês de agosto.
• Pela orientação às seções sindicais sobre a necessidade de fortalecer manifestações por ocasião dos Jogos Pan Americanos, no Rio de Janeiro.
• Pela não realização de plenária dos SPFs ou reunião ampliada da CNESF nessa oportunidade.


 


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Plenária dos SPFs aprova construção de greve unificada

Na última Plenária Nacional dos Servidores Públicos Federais (SPFs), realizada dia 1º de julho, em Brasília, os representantes das categorias do funcionalismo aprovaram indicativo de paralisações para o mês de agosto, objetivando a construção de uma greve unificada até o início de setembro. A decisão deverá ser discutida em assembléias e avaliada na próxima Plenária Nacional dos SPFs.

A plenária também aprovou encaminhar às entidades da CNESF a inclusão do percentual de 28,5% como eixo (reajuste dos salários do Presidente e dos parlamentares) para debate nas bases e retornar à Plenária Nacional dos SPF.

Confira outras deliberações aprovadas pela plenária:

  • 13 de julho – Ato Público na abertura do Pan (envio de caravanas) – incorporar a questão da corrupção como eixo; construção de atos nos estados com os mesmos eixos do Rio de Janeiro;
     
  • 14 de julho – Realizar reunião ampliada da CNESF no Rio de Janeiro;
     
  • 1ª quinzena de agosto – Realizar plenárias setoriais e Plenária Nacional dos SPF.


 


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Estudantes farão manifestações em defesa da universidade pública

Na próxima semana, estudantes da UnB promoverão manifestações em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade e em solidariedade à greve dos servidores.

Serão realizadas aulas abertas de todos os cursos. O objetivo é chamar a atenção da mídia, do governo e da população para os inúmeros benefícios que as universidades públicas trazem à sociedade.

Os docentes estão sendo convidados a participar da programação:

Dia 4/07 - Mais explicações e inscrições de temas, às 18h, no Anf. 04.

Dia 5/07 -
Aula na Esplanada dos Ministérios, das 16h às 19h.

Mais informações nos seguintes CAs : CAPSI, CABIO, CAEST, CAENM, CAFIS, CACEN, CAAGRO e CASO (Psicologia, Biologia, Estatística, Engenharia. Mecânica, Física, Artes Cênicas, Agronomia e Sociologia)

 


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ANDES-SN

Relatório da Audiência Pública da Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados

Dirigentes do ANDES-SN (Paulo Rizzo, José Vitório Zago e Maria do Céu de Lima) participaram, no dia 21 de junho de 2007, na Câmara dos Deputados, da audiência pública da CTASP convocada para discutiu a regulamentação do direito de greve no setor público. O deputado Nelson Marquezelli, presidente da comissão, iniciou os trabalhos registrando o requerimento da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) que solicitava a audiência, defendeu a regulamentação do direito de greve utilizando as greves dos controladores de vôo como exemplo de que “deve haver um limite” para esse direito. “Isso [o que ele chama de regulamentação] é feito no mundo inteiro e não pode ser diferente no Brasil”.

Em seguida, passou a palavra ao Ministro Paulo Bernardo, do MPOG, convidado da Comissão, que inicialmente esclareceu que estava ali para tratar, conforme solicitação, de três assuntos: (I) projeto do governo para a regulamentação do direito de greve dos servidores públicos (executivo, legislativo e judiciário), (II) proposta de previdência complementar dos servidores da União e (III) TR/ cálculo do fundo de garantia.  Informou, em seguida, que o governo pretende enviar para o Congresso Nacional um projeto de lei sobre negociação coletiva dos servidores públicos e outro projeto regulamentando o direito de greve, com previsão para agosto de 2007.

Pontos destacados na apresentação inicial:

1. regulamentação do direito de greve dos servidores públicos

a) Arcabouço legal: A Constituição Federal de 1988 reconhece o direito de greve dos servidores públicos e a necessidade de estabelecer limites. No inciso VII do art. 37 dispõe “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.

b) Situação atual: Não há regulamentação do direito de greve dos servidores públicos; a CF/88 assegura o direito de greve aos servidores públicos; projeto para regulamentar o direito de greve do Fórum Nacional do Trabalho no Congresso; em 2003 foi criada a Mesa Nacional de Negociação Permanente –MNNP (experiência importante; funcionou; proposta a retomada e regulamentação da Mesa). Destacou que a proposta de regulamentação da Mesa é reivindicada pelas entidades sindicais e faz parte de um sistema de negociação coletiva proposto pelo governo; ressaltou que o funcionamento da MNNP, favoreceu a negociação, fazendo com que várias categorias tivessem reposições salariais e exemplificou com as seguintes referências: CONDSEF – de 38% a 198%, FASUBRA – de 38% a 288%.

Afirmou que houve banalização e excessos nas greves no serviço público e que as paralisações erram o alvo porque prejudicam a população e não o governo; que a greve durante o primeiro mandato de Lula foi tratada com flexibilidade (sem corte de ponto); afirmando como exemplos das conseqüências das greves o caso da educação, que teriam se banalizado e que mesmo com a reposição dos dias parados, a qualidade da educação pública caiu. Falou ainda que enquanto a greve no setor privado causa prejuízo econômico para os patrões, no setor público o prejuízo é da população – o ministro foi vaiado por tais afirmações;

c) Pontos enfatizados sobre a lei proposta:

- Tratamento dos conflitos no serviço público (mediação, conciliação, arbitragem e greve);

- Garantia ao livre exercício do direito de greve;

- Definição das atividades essenciais, regulando o atendimento das necessidades inadiáveis;

- Reafirmou que a intenção do governo, conforme já se comprometeu é enviar um projeto de regulamentação da MNNP junto com o projeto para a regulamentação do inciso VII, do art. 37 da CF.

 

2. Previdência complementar dos Servidores da União

- Criar um regime previdenciário orientado principalmente para os novos servidores;

- Criar fundo de pensão para os servidores civis da União sob forma de entidade fechada de previdência complementar;

- Os servidores contratados depois da instituição da entidade receberão a soma do teto do RGPS e da nova renda complementar;

- Entidade única no âmbito da União (governança na entidade, compartilhada entre os três poderes – Conselho deliberativo, diretoria executiva e conselho fiscal);

- Minimilização do risco de ingerência;

- Estrutura do plano de benefícios: contribuição de 7,5% (servidor) e 7,5% (União);

- Adesão: facultativa para os atuais e futuros servidores.

 

3. Efeitos da Taxa Referencial

Alteração pela Resolução da CMN 3.446, de 5 de março de 2007.

 

Concluída a longa apresentação a palavra foi franqueada aos deputados/membros da CTASP.

Os deputados presentes fizeram questionamentos sobre a fala do Ministro, reafirmaram que antes de falar em regulamentar o direito de greve o governo deve, primeiramente, ratificar a Convenção 151 da OIT, garantir a negociação com as categorias (várias em greves em curso) e regulamentar o processo de negociação coletiva para os trabalhadores do serviço público. Três entidades tiveram o direito de se pronunciarem: a CONLUTAS ressaltou que é favorável à ratificação da convenção 151 da OIT, mas não concorda com a vinculação da regulamentação do sistema de negociação coletiva com a restrição ao direito de greve. Lembrou que os servidores públicos sempre fizeram greve de maneira responsável e que portanto, não há necessidade da regulamentação do direito de greve. Foi dito também que o setor da educação fez greves desde 1978, sob diversos governos e que essas greves garantiram a qualidade educação pública. A CUT alertou que as greves já deflagradas no serviço público federal reivindicam também que o governo cumpra os acordos assinados, mas aceita discutir a regulamentação vinculada à construção do sistema de negociação coletiva. Já a CONDSEF externou a necessidade de que o governo respeite a isonomia de tratamento salarial na relação com os servidores públicos, enfatizou, inclusive, que hoje os servidores técnico-administrativos das universidades federais recebem a menor remuneração no conjunto do Executivo.

Um deputado questionou o ministro sobre sua declaração de que "a greve no serviço público acaba sendo uma greve contra a população". Paulo Bernardo inicialmente disse que não tinha feito essa afirmação (foi vaiado por essa atitude); esperou um momento e informou que esclarecer a sua posição; explicou, então, que há diferenças entre as greves nos setores público e privado. Ele enfatizou que, na iniciativa privada, o empregador pode descontar os dias não-trabalhados e até demitir o funcionário; já no setor público, não há demissão e, normalmente, por falta de regulamentação, os dias não-trabalhados são pagos.

Questionado sobre as greves em curso, o ministro, em resposta, afirmou que o governo tem conversado com os representantes dos servidores em greve, mas que não há como conceder reajustes com impacto para 2007, pois não há margem financeira. Informou que do conjunto dos servidores públicos federais somente a categoria dos docentes não teve reestruturação do Plano de Carreira e Cargos. Reafirmou que não há previsão orçamentária para melhorias salariais em 2007 e que qualquer negociação dessa natureza, se for o caso, só será concretizada em 2008, 2009 ou 2010. Enfatizou que governo encaminhará proposta para o Congresso tratando da ratificação da convenção 151 da OIT; cumprirá o compromisso já assumido com os servidores, de enviar um projeto regulamentando a negociação coletiva no serviço público. E com acordo ou sem acordo com os servidores, remeterá, também, a regulamentação do direito de greve para o parlamento.

Ao encerrar a audiência, o presidente da Comissão de Trabalho, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), informou que o tema da convocação dessa audiência será novamente discutido em outra audiência da Comissão com a participação das entidades sindicais. A data não foi indicada. 

Estiveram presentes na audiência vários servidores em greve das universidades federais e da Cultura, e diretores do ANDES-SN, SINASEFE, da CONDSEF e de algumas outras entidades do serviço público federal.


 


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