Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
19 de junho de 2007
Nº 36

ADUnB impetrará ações judiciais em defesa dos associados

Ações coletivas serão submetidas à aprovação da
assembléia geral desta quinta-feira, 21/6


A Assessoria Jurídica da ADUnB ingressará com ações coletivas e individuais na Justiça para pleitear direitos decorrentes de ilegalidades praticadas pelo Poder Executivo.

Confira abaixo:

 

Ações coletivas

- De enquadramento de professor-adjunto para associado;

- Para pedir o pagamento de 140 (cento e quarenta) pontos da Gratificação de Estímulo à Docência (GED) para os aposentados, tendo em vista a diferença do pagamento para os professores que estão na ativa;

- Para declarar a natureza jurídica de vencimento básico da GED com reflexos e repercussão na remuneração de cada docente;

- Para afastar a cobrança da contribuição para Plano de Seguridade do Servidor Público - PSSP - sobre o pagamento de 1/3 de férias.

 

Ações individuais

- Docentes aposentados que tenham incorporado a vantagem do Art. 192 do RJU (Regime Jurídico Único), tendo a vista a nova sistemática de cálculo e pagamento em face do cálculo de professor associado.

- Docentes que desenvolvem atividades em ambientes insalubres e perigosos.

- Docentes que tenham trabalhado em empresa pública e sociedade de economia mista e que ainda não averbaram esse tempo de serviço para efeitos de aposentadoria em cargo público.

- Docentes que pagaram imposto de renda sobre o valor recebido a título de auxílio-creche.

 

O ingresso na Justiça das ações coletivas será submetido à deliberação da Assembléia Geral Extraordinária a ser realizada nesta quinta-feira (dia 21/7), às 10h, no auditório da Engenharia Civil na Faculdade de Tecnologia.


As ações de caráter individual também serão levadas à Justiça. Mas para isso, os docentes que estiverem nas condições acima citadas deverão procurar o Plantão Jurídico da ADUnB para providenciar a documentação necessária.

 


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ANDES-SN

Aumento para servidores comuns só virá
com muita mobilização, diz Paulo Rizzo


Depois da suspensão da Mesa Nacional de Negociação Permanente, por ato unilateral do governo, em agosto de 2006, não houve, por parte do governo federal, qualquer iniciativa para o restabelecimento de negociações com os servidores públicos federais. Na prática, o governo ignora o direito dos servidores de terem campanha salarial anual.

Para o presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, os servidores comuns, que não ocupam cargos comissionados, só conseguirão um reajuste a partir de muita mobilização. Rizzo lembra que “primeiro houve reajuste para os parlamentares, depois, para o presidente da República e os ministros, agora, para os cargos de confiança”.

O reajuste para os comissionados varia 37,93% e 60,47% e foi concedido por meio da Medida Provisória 375 (clique aqui para ler) encaminhada na última sexta-feira ao Congresso Nacional pelo Presidente da República. A Medida Provisória eleva a remuneração, a partir de primeiro de junho, de 21.563 cargos comissionados, dos quais 4.682 mil (21,75%) são de livre provimento, “para corrigir distorção salarial e estimular a permanência de profissionais qualificados na administração pública”, explica o Ministério do Plenajamento.

Está sendo proposto um reajuste de 37,93% para o DAS-6, que tem 193 servidores e cuja remuneração deverá passar de R$ 7.575 para R$ 10.448, no qual estão os secretários da Presidência da República. Foi concedido um reajuste de 32,01% para os 943 servidores DAS-5, que terão a remuneração alterada de R$ 6.363 para R$ 8.400; de 30,57% para o DAS-4 (2.886 servidores) que passará de R$ 4.898 para R$ 6.396; de 139,75% para o nível DAS-3 (3.588 servidores) cuja remuneração passa de R$ 1.575 para R$ 3.777; de 79,38% para o nível DAS-2 (5.366 servidores) aumentado de R$ 1.403 para R$ 2.518 e de 60,47% para o DAS-1 (6.821 servidores), que será alterado de R$ 1.232 para R$ 1.977.

A última alteração na remuneração dos cargos comissionados do Poder Executivo federal foi realizada em 25 de junho de 2002, por meio da Lei 10.470, além da revisão geral e anual concedida à totalidade dos servidores públicos federais em julho de 2003. A inflação apurada entre janeiro de 2003 e fevereiro deste ano foi de 45,56%.

A concessão do reajuste já estava prevista no Orçamento Geral da União de 2007, com impacto de R$ 277 milhões, neste período de junho a dezembro. O aumento para um período de um ano cheio, a partir de 2008, será da ordem de R$ 475,6 milhões aos cofres públicos.

Os cargos comissionados do Poder Executivo podem ser divididos em vários grupos. No primeiro grupo estão os cargos de natureza especial como Secretários Especiais da Presidência, comandantes das Forças Armadas, secretários gerais da Presidência, e cargos de direção das agências reguladoras.

No segundo, os cargos DAS-1, DAS-2 e DAS-3 compõem a chefia das áreas operacionais ou assessorias técnicas dos órgãos e entidades da administração. O Ministério do Planejamento observa que são posições que demandam elevado nível de responsabilidade e conhecimento técnico, tais como a condução de processos de licitação e acompanhamento de contratos, e representam a garantia da qualidade e da continuidade dos serviços prestados pelo Estado.

O governo reconhece que as retribuições pelo exercício desses cargos estavam fixadas em um patamar baixo se comparados os valores desses cargos aos dos DAS-4, observa-se uma clara distorção na amplitude remuneratória. Essa distorção acaba por não proporcionar a adequada remuneração compatível com o nível de responsabilidade assumido pelo servidor em função da hierarquia que ocupa ou da complexidade das tarefas que desenvolve na organização.

O Decreto nº 5.497 de julho de 2005 determina que 75% dos cargos de DAS 1, 2 e 3 devem ser preenchidos por servidores de carreira, 50% dos DAS 4, ficando efetivamente de livre provimento apenas os níveis de DAS 5 e 6, que são os Secretários Nacionais dos Ministérios, como Secretário da Receita Federal ou Secretário do Tesouro Nacional.

Executivo e Legislativo

No começo do mês, o Senado publicou dois decretos que reajustam em 28,5% os salários dos parlamentares, presidente da República, vice-presidente e ministros. O reajuste é retroativo a 1º de abril deste ano. De acordo com o primeiro decreto, o salário dos parlamentares passa a corresponder a R$ 16.512,09 - contra os atuais R$ 12.847,20. Já o salário do presidente sobe de R$ 8.885 para R$ 11.420,21. O salário do vice-presidente e dos ministros passa de R$ 8.362 para R$ 10.748,43.

 

Passo a passo da Campanha Salarial


Dia 15 de março - A CNESF entregou a pauta de reivindicações dos servidores públicos federais.

Dia 31 de março - Realizada reunião no Ministério do Planejamento para tratar da constituição de um grupo de trabalho composto por seis representantes do governo e seis das entidades, para trabalhar sobre a questão da institucionalização da negociação coletiva. O governo se mostra resistente a atender às reivindicações e insiste na criação de um GT para realizar estudos sobre o sistema de negociação. Mas, com o PLP/01, tal negociação só valerá a partir de 2017. A CNESF realizou reuniões, e foram colocadas pré-condições para as entidades participarem. No que se refere ao PLP/01, a alternativa é a sua retirada, pois a sua essência é o arrocho salarial dos servidores públicos. O ANDES-SN exigiu, como pré-condição, a discussão da pauta de negociação protocolada. A CUT aceita trabalhar apenas com os acordos não-cumpridos.

Dia 3 de maio - O ANDES-SN participou de audiência na Sesu/MEC, ocasião em que foi entregue documento com a pauta de reivindicações. Ficou definido que uma nova reunião seria realizada no final de maio. Marcada para o dia 1º de junho, a referida reunião foi adiada para o dia 6 de junho.

Dia 3 de junho - A Plenária Nacional da CNESF analisou o desenvolvimento da campanha salarial e reiterou a disposição das entidades nacionais em participar de efetivo processo de negociação das reivindicações dos servidores, o que, até o momento, não se concretizou.

Dia 6 de junho – O ANDES-SN entregou proposta de tabela salarial ao secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota. A proposta prevê a adoção de uma política salarial que incorpore as gratificações com paridade e isonomia de salário e a compensação das perdas salariais acumuladas a partir de janeiro de 1995. O secretário disse que constituiria uma comissão para estudar a proposta.

Principais pontos da tabela proposta pelo ANDES-SN ao MEC:

1. Definição de uma política salarial que inclua a incorporação das gratificações com paridade e isonomia de salário e a compensação das perdas salariais acumuladas a partir de janeiro de 1995.
2. Isonomia entre GED e GEAD pelos seus valores máximos.3. Incorporação da GED, GEAD e GAE no vencimento básico.
3. Incorporação da GED, GEAD e GAE no vencimento básico.
4. Isonomia do vencimento básico e dos percentuais de titulação entre as carreiras do ensino superior e do 1º e do 2º grau;
5. Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas.
6. Incorporação da VPI – Vantagem Pecuniária Individual.

 

Dia 21 de junho - A Conlutas-DF participará de audiência pública com o Ministro de Planejamento, às 10h, no auditório da Comissáo de Trabalho, no anexo 2 da Câmara dos Deputados


Dia 30 de junho – Reunião do Setor das IFES, a ser realizada em Brasília.

Dia 1º de julho - Plenária Nacional dos Servidores Públicos Federais

 


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