Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
13 de junho de 2007
Nº 35
 

Leia nesta edição:

 




 

ANDES-SN


Relatório da reunião do Setor das IFES

Brasília, 2 de junho de 2007



Os informes da Diretoria iniciaram-se pela reunião do GTPE e foram apresentados por Tânia Batista. O seminário realizado em São Paulo nos dias 18 a 20 de maio, que teve como palestrante a Professora Vera Jacob e contou com representante dos estudantes da USP, que abordou os fundamentos da reforma, os decretos do mês de abril e os ataques à universidade pública, foi avaliado como um debate muito produtivo e preparatório para a reunião do GT.

A reunião do GTPE tratou de temas como: REUNI-Universidade Nova-Professor equivalente, Financiamento e IFEs. Para cada um desses temas, foram constituídos grupos e construídos textos que estão sendo sistematizados pela coordenação do GT.

Tânia pondera que as preocupações com os decretos se referem à forma e ao conteúdo, pois é uma tentativa de implementar a reforma universitária por decretos. O REUNI, por exemplo, abre possibilidades de falsa autonomia no que se refere aos conselhos das universidades que serão os responsáveis pela implantação do Decreto nº 9.096/97; como as verbas virão se a universidade aderir ao programa, fica evidente que a reforma está sendo feita por dentro. O programa sinaliza metas ingressantes de 100%.

Pontua ainda que, a partir de então, abrem-se possibilidades, até mesmo, de compra de pacotes tecnológicos de outros países.

Os IFETs podem assumir, entre outros papeis, o de vínculo direto entre o mercado e o setor público.

Falou da importância da participação no seminário da ADUnB, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de junho sobre o tema: As Novas Faces da Reforma Universitária.

O professor Zago informa que, no dia 15 de março foi entregue, na Casa Civil, a pauta de reivindicações dos servidores públicos federais. Informou também sobre a reunião realizada no MPOG no dia 31 de maio para tratar da constituição de um grupo de trabalho composto por 6 representantes do governo e 6 das entidades, para trabalhar sobre a questão da institucionalização da negociação coletiva. Relata ainda que o governo se mostra resistente a atender às reivindicações e insiste na criação de um GT para realizar estudos sobre o sistema de negociação, o que não adiantará em nada, pois, com o PLP/01, tal negociação só valerá a partir de 2017. A CNESF realizou reuniões, e foram colocadas pré-condições para as entidades participarem a exemplo do SINASEFE e ASSIBGE. No que se refere ao PLP/01, a alternativa é a sua retirada, pois a sua essência é o arrocho salarial dos servidores públicos. O ANDES-SN exigiu, como pré-condição, a discussão da pauta de negociação protocolada. A CUT aceita trabalhar apenas com os acordos não-cumpridos - a ata que saiu fala por si -, indicando, ainda como documento importante para avaliar a conjuntura (ata anexo 1).
Quanto à exigência da ratificação pelo Senado da Convenção Coletiva 151 da OIT, que garante negociação coletiva, houve acordo.
Informa, ainda, que não há acordo em relação ao protocolo sobre a negociação dos SPF, aprovado no Fórum Nacional do Trabalho, nos moldes que está proposto, pois o ANDES-SN não reconhece esse fórum.

O Presidente da CUT enfatizou que o governo não negociou com entidades que estavam ali presentes, mas negociou com a polícia federal, que não participa desta Mesa. Fica patente, então, que o atendimento das reivindicações da Polícia se deveu à greve realizada.

Audiência SESU
Paulo Rizzo relatou, conforme já encaminhado às seções sindicais, que a Diretoria do ANDES-SN teve audiência com o Secretário da SESU, Ronaldo Mota, no dia 3 de maio, ocasião em que foi entregue documento com a pauta de reivindicações, e ficou definido que uma nova reunião seria realizada no final de maio. Marcada para o dia 1º de junho, a referida reunião foi adiada para o dia 6 de junho. O objetivo desta reunião é dar início ao tratamento da pauta entregue anteriormente.

Avaliação das atividades do dia 23/05 e disposição de mobilização da categoria
As intervenções tiveram início com a análise de conjuntura e concentram na avaliação positiva da mobilização dos trabalhadores, no dia 23 de maio. Apesar de não terem sido gerais, os atos na rua, passeatas, greves, debates, cada um dentro de suas possibilidades, se organizaram dando visibilidade ao descontentamento dos trabalhadores na grande maioria dos estados. É importante ressaltar que quase todos os atos nos estados foram realizados a partir de ações unificadas.

O momento emblemático que vivem as universidades brasileiras e seus servidores é destaque, principalmente, no que se refere à greve dos técnicos-administrativos, que se iniciou no dia 28/4, e, hoje, já são 38 universidades paralisadas.

Outro destaque da reunião foi na perspectiva de buscar alternativas nas bases com vista à mobilização da categoria, visto que o sentimento é de que é preciso indicar a greve e de que, sem esta, a categoria não terá nenhum ganho, principalmente porque o PLP/01 fixa para um período de 10 anos uma nova limitação das despesas com pessoal para as 3 esferas do funcionalismo público.

Diante do quadro atual, ficou patente a necessidade de construir condições no sentido de mobilizar para a greve, pautando e dando visibilidade na defesa da universidade pública.

As medidas lançadas pelo governo principalmente no que se refere aos serviços públicos e à universidade por meio de decretos no mês de abril, como REUNI e Professor Equivalente, ferem, em todos os sentidos, o modelo de universidade, bem como a autonomia universitária, em uma demonstração clara de ataque aos SPF.

Encaminhamentos
A reunião do setor reafirmou a necessidade de intensificar a mobilização da categoria em torno da pauta de reivindicação mediante as indicações que se seguem:

a) Indicar um dia de paralisação da categoria, com caravana a Brasília, juntamente com os técnicos-administrativos e estudantes.
b) Criar, de imediato, um comando nacional e comandos locais de mobilização.
c) Reafirmar a importância de avançar no debate contra as reformas neoliberais e no trabalho de construção permanente de um pólo classista.
d) Conclamar as seções sindicais a se empenhar na participação em fóruns de luta e no trabalho junto aos movimentos sociais nos estados.
e) Reafirmar o fortalecimento dos comitês locais da Frente Contra as Reformas, discutindo formas de dar visibilidade à luta em defesa da universidade pública e contra a reforma universitária.
f) Organizar, em conjunto com as demais entidades que estão engajadas na luta, uma marcha em defesa da educação no Brasil, no segundo semestre de 2007.

Foram ainda aprovados, por consenso, os eixos principais que deverão ser trabalhados na busca da mobilização da categoria.

- Em defesa da universidade pública e contra a mercantilização da educação
- Contra o REUNI
- Contra o banco de professor equivalente
- Contra a precarização do trabalho docente
- Pela expansão com qualidade
- Pela abertura de vagas docentes para concurso
- Por mais verbas para educação
- Assistência estudantil
- Pela efetiva abertura da negociação salarial
- Contra o PLC/01
- Pela paridade e isonomia dos salários
- Pela recomposição salarial

Definição da proposta de tabela salarial
Foram apresentadas e discutidas as propostas de tabela salariais que se seguem.
- Proposta da ADUFCG (Marinalva) (tabela – Anexo 2)
- Proposta da ADUFPA (Isabel) (tabela – Anexo 3)
- Proposta encaminhada na última reunião do setor para discussão nas assembléias gerais (Paulo Rizzo) (tabela - Anexo 4)

Após discussão e votação, a proposta apresentada pela representante da ADUFCG foi remetida, por unanimidade, ao GT Carreira.

Foi aprovado usar a tabela que foi discutida na última reunião do Setor e encaminhada às seções sindicais para votação.

Foi também aprovada a parte da proposta apresentada pela ADUFPA de que os percentuais de passagem de níveis e entre classes das malhas das duas carreiras (1º, 2º e 3º grau) sejam iguais.

Propostas para a Plenária Nacional de SPF
- Propor a realização de uma manifestação dos SPF em Brasília no dia 14/6 no turno da manhã e à tarde conjuntamente com o MST.
- As entidades que compõem a CNESF devem atuar local e regionalmente na articulação com os movimentos sociais para uma intervenção nas conferências de saúde e assistência social (nacionais, estaduais e municipais), tendo como pontos centrais:
• defesa da seguridade pública
• o enfrentamento das propostas de implementação de fundações estatais de direito privado (seja nos hospitais públicos do SUS ou nos hospitais universitários)

Essa articulação deve passar também pela ação nos fóruns em defesa da previdência social e nos fóruns já constituídos para as lutas e mobilizações em curso.

 

 


 

 

Encaminhamentos da Plenária dos SPFs do dia 3/6


Jornada de mobilização na semana de 11 a 15/06, considerando: as mobilizações do Congresso Nacional do MST, a caravana dos setores em greve da CONDSEF do dia 12/06 e o grande ato dos trabalhadores rurais sem terra no dia 14/06.

• O centro das atividades (caravanas) deverá ser o ato do dia 14/06.

• No dia 15/06 realização de reunião ampliada da CNESF, aproveitando a vinda de caravanas a Brasília. A plenária orienta a participação das direções das entidades e representações regionais de base.

01/07 – Plenária Nacional dos Servidores Públicos Federais.

 

Resolução sobre o documento do GT

A Plenária Nacional dos Servidores Públicos Federais, de 03/06/07, posicionou-se contrariamente à instalação de um Grupo de Trabalho, no âmbito da SRH/MPOG, para tratar da institucionalização da negociação coletiva e indica esse posicionamento às entidades, da resolução de conflitos, reiterando a exigência da instalação de mesa de negociação para tratar das reivindicações da campanha salarial e a exigência da retirada do PLC 01/2007.

 



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