A
pedido do professor Frederico Flósculo:
RESPOSTA
À NOTA DO CONSELHO DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE
DE BRASÍLIA, DE 3 DE MAIO DE 2007
Prof. Frederico
Flósculo Pinheiro Barreto.
Departamento de Projeto, Expressão e Representação
em Arquitetura e Urbanismo.
A manifestação
do Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília,
tornada pública através de Nota do dia 3 de maio de
2007 (Informativo da Associação dos Docentes da UnB,
nº 24) é espantosa, no contexto de um debate político
levado a cabo no ambiente do sindicalismo de docentes do ensino superior.
Mas é reveladora,
e retrata bem o ambiente político e intelectual da nossa Universidade,
quando ela completa 45 anos. É um ambiente lamentável,
repleto de contrastes, que não pode deixar de ser analisado
– ou não o superaremos de forma adequada.
Em resumo, a manifestação
do prestigioso Instituto repudia as minhas opiniões políticas
publicadas no espaço concedido ao debate entre Docentes sindicalizados,
com relação aos fatos ocorridos na Casa do Estudante
Universitário (CEU) – o ataque com viés racista,
com risco de morte, aos estudantes africanos hospedados. Do ponto
de vista político considero correto que uma Unidade Acadêmica
expresse o ponto de vista de seus pares no plano POLÍTICO,
num fórum de debates como este, diante de nossa comunidade
de professores sindicalizados.
O artigo é
refutado porque:
a) A Comissão de Sindicância que presidi, e que apurou
uma desastrosa festa na CEU foi criada pelo Reitor Morhy e não
pelo Reitor Todorov;
b) O desfecho dessa sindicância não foi o seu engavetamento
- embora a punição através de suspensão,
aos estudantes violentos, tenha sido inefetiva quanto ao modo de operar
os problemas de convívio na CEU – o que se percebe claramente
no episódio do ataque aos estudantes Africanos. A referida
punição foi politicamente inócua, e não
atuou como uma forma de proteção aos estudantes expostos
à violência, à época.
Presto conta desses
erros. São erros evidentes, detectáveis pelo primeiro
burocrata profissional que passar os olhos sobre eles. Minha infração
não teve a menor elaboração ou engenhosidade.
Mas esses erros não interferem na reflexão: há
um padrão de omissão gestão de nossa Universidade,
e esse padrão pode agravar as tensões internas provocadas
por políticas movidas pela inescusável vaidade de nossos
dirigentes, e não por um debate amplo e diversificado. Mais
tensão será criada, alimentada pela conduta de nosso
atual Reitor Psicólogo, a não ser que queira agir de
forma mais adequada à construção de uma grande
comunidade universitária: participativamente.
Busquei chamar
a atenção da comunidade de professores sindicalizados
para os problemas de gestão da Casa do Estudante Universitário,
em particular, e para a grande gestão da Universidade, de forma
mais ampla. Nesse sentido, não poderia esperar maior êxito.
A Administração Central passou a demonstrar uma real
preocupação com esse problema – e espero que entenda
quais são os desdobramentos políticos – e de planejamento
físico - a seguir, com respeito à constituição
de uma CEU condigna, pacificada, de qualidade superior.
Esse meu artigo
original, publicado neste espaço sindical em 17 de abril último,
faz uma análise das lideranças desse ambiente político
em termos de uma interpretação própria, que se
baseia numa ampla tradição de debate democrático.
Não alego representar nenhum grupo político dentro ou
fora da UnB, e ajo em meu nome, apenas. Penso que o debate em nosso
ambiente universitário deve ter alternativas, especialmente
no campo da interpretação do papel dos atores políticos.
De forma alguma o debate político deve ficar restrito ao discurso
oficial do governo ou dos partidos de oposição ao governo.
Pessoas devem ponderar como pessoas e oferecer sua reflexão
pessoal. É assim que se pode construir uma visão política
mais rica que a atual – especialmente sobre a nossa Universidade.
Discordam ? Então dialoguemos, pessoa a pessoa.
POLÍTICA
X CLÍNICA: UMA ÉTICA MUITO MAIS ELEVADA, FERIDA DE MORTE
Contudo, o prestigioso
Instituto de Psicologia da UnB vai além, e comete pelo menos
um erro espantoso: mistura a Clínica com a Política.
Quando escreve:
“O CIP manifesta também sua preocupação
quanto ao fato, desconcertante e ambíguo, mas plenamente compreendido
pela ciência psicológica, de que o Professor Frederico
Flósculo que transparece desconhecimento e desprezo pela PSICOLOGIA
seja, na condição de aluno de um Programa de Pós-Graduação
do IP, postulante ao grau de Doutor em Psicologia”.
Trata-se do mais
espantoso parágrafo exarado por uma instância institucional
assim, pelo menos nesta Universidade de Brasília. Haverá
alguma execração pública pior ? Uma instância
de formação de profissionais, de pesquisa em psicologia,
de referência ética mistura CLÍNICA com POLÍTICA.
A ilação sobre algo “compreendido pela ciência
psicológica” é clara e comprometedora, denigre
e enquadra, condensa a intenção de ter VALOR CLÍNICO,
e se dirige a uma pessoa que é identificada publicamente –
a qual “diagnostica” e avalia publicamente. O QUE ELES
PENSAM QUE FIZERAM ?
No debate público,
quando uma pessoa qualquer chama o outro de “Caso COMPREENDIDO
pela Ciência Psicológica”, de doido, tarado, psicótico,
qualquer dessas denominações francamente depreciativas,
é evidente a intenção pejorativa – e de
má retórica. São insultos, afrontas, GRAVES,
MAS RETÓRICOS, limitados aos piores momentos de seu debate
– em todo caso, lamentáveis e reprováveis.
Mas quando se
trata de uma pessoa qualificada – e, no caso, não apenas
de uma pessoa qualificada, mas do próprio Conselho do Instituto
de Psicologia da Universidade de Brasília – NÃO
HÁ MAIS RETÓRICA.
Trata-se de uma
autoridade publicamente reconhecida no eticamente bem delimitado campo
da Clínica Psicológica. Essa autoridade fez uma avaliação
depreciativa e pública de um adversário político,
com clara conotação CLÍNICA, pois não
se trata de qualquer avaliador. Trata-se de uma instância máxima
de qualificação em Psicologia, no campo de sua Profissão
e de sua Ciência. Usou essa autoridade para ATINGIR uma pessoa,
publicamente, por DISCORDAR dela no plano POLÍTICO.
Uma instituição
que representa a Profissão e a Ciência da Psicologia
não pode ficar fazendo juízo de valor - com a direta
inserção do Saber Clínico de sua área,
de forma inambígua - contra uma PESSOA, publicamente, em hipótese
alguma. Se me encontro COMPREENDIDO pela ciência da Psicologia,
se houve um ENQUADRAMENTO clínico, trata-se de um ato de enorme
gravidade – e deselegância, da parte de um Instituto de
Psicologia.
Nem que me conhecessem
em termos CLÍNICOS um juízo de valores assim poderia
ser usado.
O argumento clínico
é SAGRADO em todas as áreas que lidam diretamente com
o corpo e a mente das pessoas. Digo isso por ser arquiteto de sistemas
de saúde, servindo a Hospitais Universitários e ao sistema
público do DF há 25 anos. Sou testemunha das formas
de ação profissional, acadêmica e científica
pelas quais a Clínica se faz algo realmente SAGRADO nessas
áreas.
Não se
deve lançar insinuações públicas contra
pessoas a partir dessa Autoridade, dessa investidura, científica,
social e acadêmica. Não se pode usar a autoridade clínica
de forma vulgar – e, pior, para denegrir um adversário
político eleito unilateralmente por essa Autoridade.
O EFEITO BORBOLETA
(TUDO ESTÁ RELACIONADO): DO FOGO NA PORTA DOS AFRICANOS À
CORTINA DE FUMAÇA NA PSICOLOGIA
Isso tem tudo
a ver, essencialmente, com o ataque aos estudantes Africanos. Esse
ataque, como insisto, teve suas condições criadas pelo
modo omisso como a questão da residência universitária
– entre outros assuntos - tem sido tratada por nossos Reitores.
Persiste a imagem de que a Reitoria sequer sabe quem realmente habita
na CEU. O que acontece na CEU ? A CEU é um estranho ambiente
universitário, apartado. Distante e sem equipamentos de apoio.
Sem comércio, de difícil acesso a tudo. Lugar perigoso
para se retornar à noite, para as moças e para os rapazes
estudantes. Os estudantes estão isolados, estão apinhados
em cubículos onde é quase impossível que não
haja conflitos, irritação permanente. O seu sentimento
de impotência aumenta ainda mais com a insensibilidade da Reitoria
com relação aos apelos por apoio, por ordem. Estou errado
? Outra Nota da Reitoria, por favor, esclarecendo o ponto. Uma avaliação
da qualidade de vida oferecida aos estudantes da CEU.
Há uma
estranha paixão envolvida na sumária e destratante Nota
do Instituto de Psicologia. A paixão é tanta que se
assume a tremenda falácia de deslocar minha crítica
ao padrão de omissão da Reitoria com relação
aos problemas havidos na Casa do Estudante Universitário para
UM ATAQUE FRONTAL A TODA UMA CIÊNCIA. Que coisa fabulosa ! Isso
sim, é fabulação. Tudo o que eu critiquei nos
Reitores Psicólogos, a sua confabulação, vê-se
realizado de forma cruel e perversamente distorcida nesse argumento:
a de que “eu ataquei toda uma ciência”. Eu não
sei se essas pessoas realmente percebem o absurdo dessa contorção,
o engodo para converter a questão inicial em algo distante
da política da Universidade.
Atacar uma ciência
? Estamos a discutir Política Universitária, senhoras
e senhores !!! Estamos a discutir a Administração Timothy
Mulholland, senhoras e senhores !!! Timothy Mulholland é o
Reitor, não é a psicologia, senhoras e senhores !!!
A questão
é científica ? A questão é POLÍTICA.
A atuação do Conselho do Instituto de Psicologia NÃO
FOI CIENTÍFICA, nem expressou uma atitude científica:
foi política e repressiva. Usou sua força institucional
e sua credibilidade clínica para expor publicamente um “perigosíssimo”
adversário político, inimigo da Ciência e da Universidade.
É como se dissessem: “UnB – Ame-a ou Deixa-a”.
E ainda: “Psicologia – Ame-a ou Deixe-a”. Essa radicalização
está acima de qualquer diálogo.
Quem vai pagar
por essa impressionante, danosa exposição pública
?
Não sei
se o Conselho do Instituto de Psicologia da UnB percebeu as conseqüências
políticas dessa manifestação, da possibilidade
do “ataque duplo”, CLÍNICO E POLÍTICO aos
que considera “adversários de seus pares” –
e de sua ciência, por mais inverossímil que essa latitude
de contra-acusação pareça.
Há algo
por detrás disso, dessa manifestação, que é
desproporcional, desequilibrado – realmente amedrontador. Nunca
poderia imaginar que o Instituto de Psicologia da UnB pudesse manifestar-se
dessa maneira, confrontando um professor. Trata-se de todo um Conselho
de Instituto universitário, no máximo de sua carga e
autoridade.
Volto a dizer:
NEM QUE eu tivesse realmente tentado demonstrar um profundo desprezo
pela Ciência da Psicologia – o que de forma alguma eu
fiz-, eu teria conseguido demonstrar que alguns de seus praticantes
podem utilizá-la de forma tão pouco ética quanto
nesta espantosa Nota do Conselho do Instituto de Psicologia.
Já vi debatedores tentarem de TUDO para enfraquecer, debilitar
e desautorizar seus adversários - mas usar dessa forma a instituição
universitária, as credenciais acadêmicas, e, sobretudo,
a evidente autoridade CLÍNICA, é algo digno de menção
nos livros sobre a própria Psicologia. A Psicologia que conheço
é OUTRA, realmente.
A DESCONHECIDA
PSICOLOGIA
Se qualquer um
de nós conseguir dar uma olhadela dentro dos bem defendidos
bastiões da Psicologia moderna, verá tantos Reinos e
Províncias, Repúblicas e Comunas, e campos e mais campos
de especialização e diversificação tal,
que podem tornar quaisquer 2 psicólogos pessoas EXTREMAMENTE
DIFERENTES entre si. Há estudos em Psicologia que mais se aproximam
da Neurologia e de campos da Medicina; há estudos da Psicologia
que mais lembram a Etnologia, ou ainda a Análise Literária;
há outros que mais lembram a Engenharia e o Design. TUDO ISSO
– e muito mais, confiem, é Psicologia. Quando alguém
diz “você DESCONHECE a Psicologia”, desperta a curiosidade
sobre o que essa pessoa realmente quer dizer com “você
CONHECE a Psicologia”.
A questão
agora – colocada para a parte pensante, crítica e independente
da sociedade de docentes sindicalizados - não é tentar
apenas ligar a minha crítica original aos Reitores Psicólogos
à própria Ciência da Psicologia, mas de entender
porque o prestigioso Instituto de Psicologia saltou sobre um debatedor
com tanta sanha, atingindo-o perigosamente no campo de seu discernimento
e EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO – ameaçando até
mesmo seu Doutoramento, em curso e ao franco alcance desse Conselho.
Vale dizer: em
momento algum eu me referi como estudante da Psicologia, como Doutorando.
Essa confusão, eu não a fiz. Meu debate é com
meus pares DOCENTES. Quem apontou para essa condição,
ameaçadoramente, foi a própria Nota do Conselho do Instituto
de Psicologia. Nessa condição de DOUTORANDO me encontro
inapelavelmente vulnerável. Não são ameaças
políticas a essa condição que me farão
calar.
Há um “estudante
de Psicologia” subitamente envolvido num debate entre professores
e administradores da Universidade, que de forma alguma deveria ter
sido convocado pelo Conselho do Instituto de Psicologia da UnB, em
sua manifestação política no debate docente.
Para que esse estudante foi convocado ?
Peço que
respeitem a minha condição de DOUTORANDO, pois nunca
foi nessa posição que postulei a crítica inicial
à conduta do Reitor Psicólogo no caso do ataque aos
estudantes africanos. Meu debate é com meus pares DOCENTES,
repito. Se essa condição não é respeitada,
a quebra de limites perpetrada pelo Conselho do Instituto de Psicologia
não se baliza pela capacidade de gerar danos pessoais a um
adversário político. Trata-se agora, de um ataque envolvendo
COMPLETOS DESIGUAIS, em todos os aspectos.
A NOTA DO INSTITUTO
DE PSICOLOGIA DEVE SER EXAMINADA POR INSTÂNCIAS INDEPENDENTES
Finalmente, termino
esta resposta com excertos do Código de Ética Profissional
da Psicologia. Peço que reflitam sobre esse lamentável
episódio de uso da Clínica para finalidades Políticas
que denuncio haver na Nota do Instituto de Psicologia da UnB, dos
dia 3 de Maio de 2007.
Entendo que o
Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília
utilizou expressões que emprestam a sua indiscutível
autoridade clínica a uma avaliação depreciativa
de um colega docente, com intenções de atingi-lo politicamente
- sem sequer trazer o devido esclarecimento ao debate político
em que se intrometeu. Tão-somente o denegriu. Essa manifestação
se deu sem fundamento em contato inter-pessoal ou conhecimento direto
da pessoa atingida pela manifestação. A conclusão
digna para essa manifestação profissionalmente anti-ética
é sua retratação pública.
Entendo que o
Ensino, a Pesquisa e a Extensão são atividades plenas
do exercício dessa nobre profissão, e que todos os membros
do Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília
conhecem perfeitamente os princípios de seu Código de
Ética, e suas conseqüências para os profissionais
e para a instituição universitária. Excertos
desse Código de Ética Profissional:
FUNDAMENTOS:
I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e
na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade
e da INTEGRIDADE do ser humano, apoiado nos valores que embasam a
Declaração Universal dos Direitos Humanos.
II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde
e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá
para a eliminação de quaisquer formas de negligência,
discriminação, exploração, violência,
CRUELDADE e opressão.
III. O psicólogo atuará com RESPONSABILIDADE social,
analisando crítica e historicamente a realidade política,
econômica, social e cultural.
IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio
do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o
desenvolvimento da Psicologia como campo CIENTÍFICO de conhecimento
e de prática.
V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização
do acesso da população às informações,
ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços
e aos padrões éticos da profissão.
VI. O PSICÓLOGO ZELARÁ PARA QUE O EXERCÍCIO PROFISSIONAL
SEJA EFETUADO COM DIGNIDADE, REJEITANDO SITUAÇÕES EM
QUE A PSICOLOGIA ESTEJA SENDO AVILTADA.
VII. O PSICÓLOGO CONSIDERARÁ AS RELAÇÕES
DE PODER NOS CONTEXTOS EM QUE ATUA E OS IMPACTOS DESSAS RELAÇÕES
SOBRE AS SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS, POSICIONANDO-SE DE FORMA CRÍTICA
E EM CONSONÂNCIA COM OS DEMAIS PRINCÍPIOS DESTE CÓDIGO.
Das Responsabilidades
do Psicólogo, Artigo 1º,
(...)
Letra c: Prestar serviços psicológicos de qualidade,
em condições de trabalho dignas e apropriadas à
natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos
e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência
psicológica, na ÉTICA e na legislação
profissional;
(...)
Letra g: Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PSICOLÓGICOS, transmitindo
somente o que for necessário para a tomada de decisões
que AFETEM o usuário ou beneficiário;
(...)
Letra j: TER, PARA COM O TRABALHO DOS PSICÓLOGOS E DE OUTROS
PROFISSIONAIS, RESPEITO, CONSIDERAÇÃO E SOLIDARIEDADE,
E, QUANDO SOLICITADO, COLABORAR COM ESTES, SALVO IMPEDIMENTO POR MOTIVO
RELEVANTE;
Art. 2º -
Ao psicólogo é vedado:
a. PRATICAR OU SER CONIVENTE COM QUAISQUER ATOS QUE CARACTERIZEM NEGLIGÊNCIA,
DISCRIMINAÇÃO, EXPLORAÇÃO, VIOLÊNCIA,
CRUELDADE OU OPRESSÃO;
b. INDUZIR A CONVICÇÕES POLÍTICAS, FILOSÓFICAS,
MORAIS, IDEOLÓGICAS, RELIGIOSAS, DE ORIENTAÇÃO
SEXUAL OU A QUALQUER TIPO DE PRECONCEITO, QUANDO DO EXERCÍCIO
DE SUAS FUNÇÕES PROFISSIONAIS;
c. UTILIZAR OU FAVORECER O USO DE CONHECIMENTO E A UTILIZAÇÃO
DE PRÁTICAS PSICOLÓGICAS COMO INSTRUMENTOS DE CASTIGO,
TORTURA OU QUALQUER FORMA DE VIOLÊNCIA;
(...)
e. SER CONIVENTE COM ERROS, FALTAS ÉTICAS, VIOLAÇÃO
DE DIREITOS, CRIMES OU CONTRAVENÇÕES PENAIS PRATICADOS
POR PSICÓLOGOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
PROFISSIONAIS;
(...)
g. EMITIR DOCUMENTOS SEM FUNDAMENTAÇÃO E QUALIDADE TÉCNICO-CIENTÍFICA;
h. INTERFERIR NA VALIDADE E FIDEDIGNIDADE DE INSTRUMENTOS E TÉCNICAS
PSICOLÓGICAS, ADULTERAR SEUS RESULTADOS OU FAZER DECLARAÇÕES
FALSAS;
(...)
q. REALIZAR DIAGNÓSTICOS, DIVULGAR PROCEDIMENTOS OU APRESENTAR
RESULTADOS DE SERVIÇOS PSICOLÓGICOS EM MEIOS DE COMUNICAÇÃO,
DE FORMA A EXPOR PESSOAS, GRUPOS OU ORGANIZAÇÕES.
(...)
Art. 9º - É dever do psicólogo RESPEITAR o sigilo
profissional a fim de PROTEGER, por meio da confidencialidade, a INTIMIDADE
das PESSOAS, GRUPOS ou ORGANIZAÇÕES, a que tenha ACESSO
no EXERCÍCIO PROFISSIONAL.