Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
10 de maio de 2007
Nº 26


A pedido do professor Frederico Flósculo:

RESPOSTA À NOTA DO CONSELHO DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, DE 3 DE MAIO DE 2007

Prof. Frederico Flósculo Pinheiro Barreto.
Departamento de Projeto, Expressão e Representação em Arquitetura e Urbanismo.

A manifestação do Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, tornada pública através de Nota do dia 3 de maio de 2007 (Informativo da Associação dos Docentes da UnB, nº 24) é espantosa, no contexto de um debate político levado a cabo no ambiente do sindicalismo de docentes do ensino superior.

Mas é reveladora, e retrata bem o ambiente político e intelectual da nossa Universidade, quando ela completa 45 anos. É um ambiente lamentável, repleto de contrastes, que não pode deixar de ser analisado – ou não o superaremos de forma adequada.

Em resumo, a manifestação do prestigioso Instituto repudia as minhas opiniões políticas publicadas no espaço concedido ao debate entre Docentes sindicalizados, com relação aos fatos ocorridos na Casa do Estudante Universitário (CEU) – o ataque com viés racista, com risco de morte, aos estudantes africanos hospedados. Do ponto de vista político considero correto que uma Unidade Acadêmica expresse o ponto de vista de seus pares no plano POLÍTICO, num fórum de debates como este, diante de nossa comunidade de professores sindicalizados.

O artigo é refutado porque:
a) A Comissão de Sindicância que presidi, e que apurou uma desastrosa festa na CEU foi criada pelo Reitor Morhy e não pelo Reitor Todorov;
b) O desfecho dessa sindicância não foi o seu engavetamento - embora a punição através de suspensão, aos estudantes violentos, tenha sido inefetiva quanto ao modo de operar os problemas de convívio na CEU – o que se percebe claramente no episódio do ataque aos estudantes Africanos. A referida punição foi politicamente inócua, e não atuou como uma forma de proteção aos estudantes expostos à violência, à época.

Presto conta desses erros. São erros evidentes, detectáveis pelo primeiro burocrata profissional que passar os olhos sobre eles. Minha infração não teve a menor elaboração ou engenhosidade. Mas esses erros não interferem na reflexão: há um padrão de omissão gestão de nossa Universidade, e esse padrão pode agravar as tensões internas provocadas por políticas movidas pela inescusável vaidade de nossos dirigentes, e não por um debate amplo e diversificado. Mais tensão será criada, alimentada pela conduta de nosso atual Reitor Psicólogo, a não ser que queira agir de forma mais adequada à construção de uma grande comunidade universitária: participativamente.

Busquei chamar a atenção da comunidade de professores sindicalizados para os problemas de gestão da Casa do Estudante Universitário, em particular, e para a grande gestão da Universidade, de forma mais ampla. Nesse sentido, não poderia esperar maior êxito. A Administração Central passou a demonstrar uma real preocupação com esse problema – e espero que entenda quais são os desdobramentos políticos – e de planejamento físico - a seguir, com respeito à constituição de uma CEU condigna, pacificada, de qualidade superior.

Esse meu artigo original, publicado neste espaço sindical em 17 de abril último, faz uma análise das lideranças desse ambiente político em termos de uma interpretação própria, que se baseia numa ampla tradição de debate democrático. Não alego representar nenhum grupo político dentro ou fora da UnB, e ajo em meu nome, apenas. Penso que o debate em nosso ambiente universitário deve ter alternativas, especialmente no campo da interpretação do papel dos atores políticos. De forma alguma o debate político deve ficar restrito ao discurso oficial do governo ou dos partidos de oposição ao governo. Pessoas devem ponderar como pessoas e oferecer sua reflexão pessoal. É assim que se pode construir uma visão política mais rica que a atual – especialmente sobre a nossa Universidade. Discordam ? Então dialoguemos, pessoa a pessoa.

POLÍTICA X CLÍNICA: UMA ÉTICA MUITO MAIS ELEVADA, FERIDA DE MORTE

Contudo, o prestigioso Instituto de Psicologia da UnB vai além, e comete pelo menos um erro espantoso: mistura a Clínica com a Política.

Quando escreve:
“O CIP manifesta também sua preocupação quanto ao fato, desconcertante e ambíguo, mas plenamente compreendido pela ciência psicológica, de que o Professor Frederico Flósculo que transparece desconhecimento e desprezo pela PSICOLOGIA seja, na condição de aluno de um Programa de Pós-Graduação do IP, postulante ao grau de Doutor em Psicologia”.

Trata-se do mais espantoso parágrafo exarado por uma instância institucional assim, pelo menos nesta Universidade de Brasília. Haverá alguma execração pública pior ? Uma instância de formação de profissionais, de pesquisa em psicologia, de referência ética mistura CLÍNICA com POLÍTICA. A ilação sobre algo “compreendido pela ciência psicológica” é clara e comprometedora, denigre e enquadra, condensa a intenção de ter VALOR CLÍNICO, e se dirige a uma pessoa que é identificada publicamente – a qual “diagnostica” e avalia publicamente. O QUE ELES PENSAM QUE FIZERAM ?

No debate público, quando uma pessoa qualquer chama o outro de “Caso COMPREENDIDO pela Ciência Psicológica”, de doido, tarado, psicótico, qualquer dessas denominações francamente depreciativas, é evidente a intenção pejorativa – e de má retórica. São insultos, afrontas, GRAVES, MAS RETÓRICOS, limitados aos piores momentos de seu debate – em todo caso, lamentáveis e reprováveis.

Mas quando se trata de uma pessoa qualificada – e, no caso, não apenas de uma pessoa qualificada, mas do próprio Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília – NÃO HÁ MAIS RETÓRICA.

Trata-se de uma autoridade publicamente reconhecida no eticamente bem delimitado campo da Clínica Psicológica. Essa autoridade fez uma avaliação depreciativa e pública de um adversário político, com clara conotação CLÍNICA, pois não se trata de qualquer avaliador. Trata-se de uma instância máxima de qualificação em Psicologia, no campo de sua Profissão e de sua Ciência. Usou essa autoridade para ATINGIR uma pessoa, publicamente, por DISCORDAR dela no plano POLÍTICO.

Uma instituição que representa a Profissão e a Ciência da Psicologia não pode ficar fazendo juízo de valor - com a direta inserção do Saber Clínico de sua área, de forma inambígua - contra uma PESSOA, publicamente, em hipótese alguma. Se me encontro COMPREENDIDO pela ciência da Psicologia, se houve um ENQUADRAMENTO clínico, trata-se de um ato de enorme gravidade – e deselegância, da parte de um Instituto de Psicologia.

Nem que me conhecessem em termos CLÍNICOS um juízo de valores assim poderia ser usado.

O argumento clínico é SAGRADO em todas as áreas que lidam diretamente com o corpo e a mente das pessoas. Digo isso por ser arquiteto de sistemas de saúde, servindo a Hospitais Universitários e ao sistema público do DF há 25 anos. Sou testemunha das formas de ação profissional, acadêmica e científica pelas quais a Clínica se faz algo realmente SAGRADO nessas áreas.

Não se deve lançar insinuações públicas contra pessoas a partir dessa Autoridade, dessa investidura, científica, social e acadêmica. Não se pode usar a autoridade clínica de forma vulgar – e, pior, para denegrir um adversário político eleito unilateralmente por essa Autoridade.

O EFEITO BORBOLETA (TUDO ESTÁ RELACIONADO): DO FOGO NA PORTA DOS AFRICANOS À CORTINA DE FUMAÇA NA PSICOLOGIA

Isso tem tudo a ver, essencialmente, com o ataque aos estudantes Africanos. Esse ataque, como insisto, teve suas condições criadas pelo modo omisso como a questão da residência universitária – entre outros assuntos - tem sido tratada por nossos Reitores. Persiste a imagem de que a Reitoria sequer sabe quem realmente habita na CEU. O que acontece na CEU ? A CEU é um estranho ambiente universitário, apartado. Distante e sem equipamentos de apoio. Sem comércio, de difícil acesso a tudo. Lugar perigoso para se retornar à noite, para as moças e para os rapazes estudantes. Os estudantes estão isolados, estão apinhados em cubículos onde é quase impossível que não haja conflitos, irritação permanente. O seu sentimento de impotência aumenta ainda mais com a insensibilidade da Reitoria com relação aos apelos por apoio, por ordem. Estou errado ? Outra Nota da Reitoria, por favor, esclarecendo o ponto. Uma avaliação da qualidade de vida oferecida aos estudantes da CEU.

Há uma estranha paixão envolvida na sumária e destratante Nota do Instituto de Psicologia. A paixão é tanta que se assume a tremenda falácia de deslocar minha crítica ao padrão de omissão da Reitoria com relação aos problemas havidos na Casa do Estudante Universitário para UM ATAQUE FRONTAL A TODA UMA CIÊNCIA. Que coisa fabulosa ! Isso sim, é fabulação. Tudo o que eu critiquei nos Reitores Psicólogos, a sua confabulação, vê-se realizado de forma cruel e perversamente distorcida nesse argumento: a de que “eu ataquei toda uma ciência”. Eu não sei se essas pessoas realmente percebem o absurdo dessa contorção, o engodo para converter a questão inicial em algo distante da política da Universidade.

Atacar uma ciência ? Estamos a discutir Política Universitária, senhoras e senhores !!! Estamos a discutir a Administração Timothy Mulholland, senhoras e senhores !!! Timothy Mulholland é o Reitor, não é a psicologia, senhoras e senhores !!!

A questão é científica ? A questão é POLÍTICA. A atuação do Conselho do Instituto de Psicologia NÃO FOI CIENTÍFICA, nem expressou uma atitude científica: foi política e repressiva. Usou sua força institucional e sua credibilidade clínica para expor publicamente um “perigosíssimo” adversário político, inimigo da Ciência e da Universidade. É como se dissessem: “UnB – Ame-a ou Deixa-a”. E ainda: “Psicologia – Ame-a ou Deixe-a”. Essa radicalização está acima de qualquer diálogo.

Quem vai pagar por essa impressionante, danosa exposição pública ?

Não sei se o Conselho do Instituto de Psicologia da UnB percebeu as conseqüências políticas dessa manifestação, da possibilidade do “ataque duplo”, CLÍNICO E POLÍTICO aos que considera “adversários de seus pares” – e de sua ciência, por mais inverossímil que essa latitude de contra-acusação pareça.

Há algo por detrás disso, dessa manifestação, que é desproporcional, desequilibrado – realmente amedrontador. Nunca poderia imaginar que o Instituto de Psicologia da UnB pudesse manifestar-se dessa maneira, confrontando um professor. Trata-se de todo um Conselho de Instituto universitário, no máximo de sua carga e autoridade.

Volto a dizer: NEM QUE eu tivesse realmente tentado demonstrar um profundo desprezo pela Ciência da Psicologia – o que de forma alguma eu fiz-, eu teria conseguido demonstrar que alguns de seus praticantes podem utilizá-la de forma tão pouco ética quanto nesta espantosa Nota do Conselho do Instituto de Psicologia.

Já vi debatedores tentarem de TUDO para enfraquecer, debilitar e desautorizar seus adversários - mas usar dessa forma a instituição universitária, as credenciais acadêmicas, e, sobretudo, a evidente autoridade CLÍNICA, é algo digno de menção nos livros sobre a própria Psicologia. A Psicologia que conheço é OUTRA, realmente.

A DESCONHECIDA PSICOLOGIA

Se qualquer um de nós conseguir dar uma olhadela dentro dos bem defendidos bastiões da Psicologia moderna, verá tantos Reinos e Províncias, Repúblicas e Comunas, e campos e mais campos de especialização e diversificação tal, que podem tornar quaisquer 2 psicólogos pessoas EXTREMAMENTE DIFERENTES entre si. Há estudos em Psicologia que mais se aproximam da Neurologia e de campos da Medicina; há estudos da Psicologia que mais lembram a Etnologia, ou ainda a Análise Literária; há outros que mais lembram a Engenharia e o Design. TUDO ISSO – e muito mais, confiem, é Psicologia. Quando alguém diz “você DESCONHECE a Psicologia”, desperta a curiosidade sobre o que essa pessoa realmente quer dizer com “você CONHECE a Psicologia”.

A questão agora – colocada para a parte pensante, crítica e independente da sociedade de docentes sindicalizados - não é tentar apenas ligar a minha crítica original aos Reitores Psicólogos à própria Ciência da Psicologia, mas de entender porque o prestigioso Instituto de Psicologia saltou sobre um debatedor com tanta sanha, atingindo-o perigosamente no campo de seu discernimento e EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO – ameaçando até mesmo seu Doutoramento, em curso e ao franco alcance desse Conselho.

Vale dizer: em momento algum eu me referi como estudante da Psicologia, como Doutorando. Essa confusão, eu não a fiz. Meu debate é com meus pares DOCENTES. Quem apontou para essa condição, ameaçadoramente, foi a própria Nota do Conselho do Instituto de Psicologia. Nessa condição de DOUTORANDO me encontro inapelavelmente vulnerável. Não são ameaças políticas a essa condição que me farão calar.

Há um “estudante de Psicologia” subitamente envolvido num debate entre professores e administradores da Universidade, que de forma alguma deveria ter sido convocado pelo Conselho do Instituto de Psicologia da UnB, em sua manifestação política no debate docente. Para que esse estudante foi convocado ?

Peço que respeitem a minha condição de DOUTORANDO, pois nunca foi nessa posição que postulei a crítica inicial à conduta do Reitor Psicólogo no caso do ataque aos estudantes africanos. Meu debate é com meus pares DOCENTES, repito. Se essa condição não é respeitada, a quebra de limites perpetrada pelo Conselho do Instituto de Psicologia não se baliza pela capacidade de gerar danos pessoais a um adversário político. Trata-se agora, de um ataque envolvendo COMPLETOS DESIGUAIS, em todos os aspectos.

A NOTA DO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DEVE SER EXAMINADA POR INSTÂNCIAS INDEPENDENTES

Finalmente, termino esta resposta com excertos do Código de Ética Profissional da Psicologia. Peço que reflitam sobre esse lamentável episódio de uso da Clínica para finalidades Políticas que denuncio haver na Nota do Instituto de Psicologia da UnB, dos dia 3 de Maio de 2007.

Entendo que o Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília utilizou expressões que emprestam a sua indiscutível autoridade clínica a uma avaliação depreciativa de um colega docente, com intenções de atingi-lo politicamente - sem sequer trazer o devido esclarecimento ao debate político em que se intrometeu. Tão-somente o denegriu. Essa manifestação se deu sem fundamento em contato inter-pessoal ou conhecimento direto da pessoa atingida pela manifestação. A conclusão digna para essa manifestação profissionalmente anti-ética é sua retratação pública.

Entendo que o Ensino, a Pesquisa e a Extensão são atividades plenas do exercício dessa nobre profissão, e que todos os membros do Conselho do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília conhecem perfeitamente os princípios de seu Código de Ética, e suas conseqüências para os profissionais e para a instituição universitária. Excertos desse Código de Ética Profissional:

FUNDAMENTOS:
I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da INTEGRIDADE do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, CRUELDADE e opressão.
III. O psicólogo atuará com RESPONSABILIDADE social, analisando crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.
IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como campo CIENTÍFICO de conhecimento e de prática.
V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão.
VI. O PSICÓLOGO ZELARÁ PARA QUE O EXERCÍCIO PROFISSIONAL SEJA EFETUADO COM DIGNIDADE, REJEITANDO SITUAÇÕES EM QUE A PSICOLOGIA ESTEJA SENDO AVILTADA.
VII. O PSICÓLOGO CONSIDERARÁ AS RELAÇÕES DE PODER NOS CONTEXTOS EM QUE ATUA E OS IMPACTOS DESSAS RELAÇÕES SOBRE AS SUAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS, POSICIONANDO-SE DE FORMA CRÍTICA E EM CONSONÂNCIA COM OS DEMAIS PRINCÍPIOS DESTE CÓDIGO.

Das Responsabilidades do Psicólogo, Artigo 1º,
(...)
Letra c: Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência psicológica, na ÉTICA e na legislação profissional;
(...)
Letra g: Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PSICOLÓGICOS, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões que AFETEM o usuário ou beneficiário;
(...)
Letra j: TER, PARA COM O TRABALHO DOS PSICÓLOGOS E DE OUTROS PROFISSIONAIS, RESPEITO, CONSIDERAÇÃO E SOLIDARIEDADE, E, QUANDO SOLICITADO, COLABORAR COM ESTES, SALVO IMPEDIMENTO POR MOTIVO RELEVANTE;

Art. 2º - Ao psicólogo é vedado:
a. PRATICAR OU SER CONIVENTE COM QUAISQUER ATOS QUE CARACTERIZEM NEGLIGÊNCIA, DISCRIMINAÇÃO, EXPLORAÇÃO, VIOLÊNCIA, CRUELDADE OU OPRESSÃO;
b. INDUZIR A CONVICÇÕES POLÍTICAS, FILOSÓFICAS, MORAIS, IDEOLÓGICAS, RELIGIOSAS, DE ORIENTAÇÃO SEXUAL OU A QUALQUER TIPO DE PRECONCEITO, QUANDO DO EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES PROFISSIONAIS;
c. UTILIZAR OU FAVORECER O USO DE CONHECIMENTO E A UTILIZAÇÃO DE PRÁTICAS PSICOLÓGICAS COMO INSTRUMENTOS DE CASTIGO, TORTURA OU QUALQUER FORMA DE VIOLÊNCIA;
(...)
e. SER CONIVENTE COM ERROS, FALTAS ÉTICAS, VIOLAÇÃO DE DIREITOS, CRIMES OU CONTRAVENÇÕES PENAIS PRATICADOS POR PSICÓLOGOS NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS;
(...)
g. EMITIR DOCUMENTOS SEM FUNDAMENTAÇÃO E QUALIDADE TÉCNICO-CIENTÍFICA;
h. INTERFERIR NA VALIDADE E FIDEDIGNIDADE DE INSTRUMENTOS E TÉCNICAS PSICOLÓGICAS, ADULTERAR SEUS RESULTADOS OU FAZER DECLARAÇÕES FALSAS;
(...)
q. REALIZAR DIAGNÓSTICOS, DIVULGAR PROCEDIMENTOS OU APRESENTAR RESULTADOS DE SERVIÇOS PSICOLÓGICOS EM MEIOS DE COMUNICAÇÃO, DE FORMA A EXPOR PESSOAS, GRUPOS OU ORGANIZAÇÕES.
(...)
Art. 9º - É dever do psicólogo RESPEITAR o sigilo profissional a fim de PROTEGER, por meio da confidencialidade, a INTIMIDADE das PESSOAS, GRUPOS ou ORGANIZAÇÕES, a que tenha ACESSO no EXERCÍCIO PROFISSIONAL.

 

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