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ANDES-SN Relatório
do Seminário Nacional
Local: Auditório da FENAJUFE e SINASEFE Presença: Estiveram presentes ao evento, entre representantes
de base e diretores do ANDES-SN e do SINASEFE, 43 pessoas.
Programação Dia 8/2 – 5ª feira - 14h – Abertura A abertura do evento foi feita pelos companheiros Agostinho
(ANDES SN) e Reinaldo (SINASEFE), que deram as boas vindas
aos participantes e justificaram a mudança do local de realização
do seminário. A reserva dos salões do Hotel Saint Paul não
havia sido confirmada pela agência de turismo contatada pelo
SINASEFE. Também foi informado que todas as palestras do seminário estarão
disponíveis no portal do ANDES SN.
Imediatamente foram chamados os palestrantes da primeira mesa
redonda. Mesa-redonda – Histórico
do processo de construção da carreira única para os docentes
de 1º, 2º e 3º grau. Nessa mesa, os palestrantes Paulo Rizzo (ANDES-SN) e Carlos
Roberto C. Martins (SINASEFE) fizeram um breve histórico do
processo de construção das propostas de carreira dentro das
entidades sindicais, e Paulo C. Pereira (CONCEFET) destacou
o acompanhamento que sua entidade tem realizado junto aos
processos de discussão no ANDES-SN e SINASEFE. Os três convidados
recuperaram o atual processo de debate dentro das carreiras
de magistério de 1º, 2º grau e superior, assim como recuperaram
o processo de interlocução com o governo, dentro do GT Carreira
MEC, apontando as divergências conceituais entre os princípios
governamentais e os das entidades representativas dos docentes.
Após a exposição dos palestrantes, realizou-se o debate com
participação dos companheiros da plenária. Na parte da noite, foi realizada outra mesa-redonda - Questões Jurídicas Relacionadas à Carreira
Única (Aposentadoria, Transposição, Legislação) Nessa mesa, a palestrante, Josilma Saraiva (Assessoria Jurídica
do SINASEFE), deu importante contribuição para o debate relatando
sua recente experiência no acompanhamento do processo de reestruturação
de carreiras na área de saúde. Externou sua preocupação quanto
ao cuidado que devemos tomar na questão da nomenclatura e/ou
denominação da carreira. Lembrou que normalmente o governo trata de criar carreiras
em vez de reestruturá-las e assim podemos ter problemas na
hora da aposentadoria devido ao que dispõe a emenda constitucional
nº 47, que determina a permanência mínima 15 anos no cargo
para aposentadoria. Damares Medina, da Assessoria
Jurídica do ANDES-SN, fez uma exposição técnica e detalhada
dos caminhos a serem percorridos na implementação de uma nova
carreira, assim como apontou pontos específicos que devem
ser tratados com cautela no processo que ora se inicia. Justificou
essa preocupação lembrando que a ação política tem sobreposto
as teses jurídicas. Já não há garantias de que o Judiciário
mantenha direitos, antes inatingíveis. Após o encerramento dessas intervenções, estabeleceu-se uma
fase para eventuais esclarecimentos. Essa fase antecedeu um
qualificado debate com a participação da plenária. Destaca-se
o entendimento dos presentes que uma carreira do serviço público,
independentemente de sua natureza, espelha uma concepção de
Estado e que, através de nossa proposta, podemos expressar
nossos princípios que são diametralmente opostos aos do governo. Dia 9/2 – 6ª feira Os princípios estruturais
para a construção da carreira única foi o tema de outra mesa-redonda e
contou com a participação dos palestrantes Fernando Molinos
(ANDES-SN) e Giorlando Santana (SINASEFE). Nessa mesa, o palestrante Fernando Molinos (ANDES-SN) apresentou
alguns elementos que selecionou como fundamentais para a reflexão
sobre carreira. Iniciou com as questões que permearam a construção da carreira
única do ANDES-SN, sinalizando que os desafios de hoje são
muito mais amplos dos que enfrentados em tempos passados.
Frisou que certamente o seminário dará continuidade ao processo
de construção da carreira, o que será importante para que
possamos trabalhar as questões que ainda suscitam indagações.
Para o palestrante, temos duas grandes tarefas pela frente:
uma delas é avaliar o processo de enfrentamento do Governo
e a outra evoluir no desenho de nossa proposta de carreira
única. Dando encaminhamento à sua proposta de trabalho, Molinos
apresentou alguns elementos que devem nos ajudar a avançar:
os princípios que
balizam nosso processo de construção da carreira única; a
natureza da questão que envolve os principais pontos da carreira
única; a concepção que orienta a discussão sobre carreira;
os espaços de luta onde se expressam os condicionantes e onde
repercute a questão da carreira única; as motivações dos sujeitos
sociais que intervêm na questão; a necessidade de cálculo
político estratégico tanto para a intervenção quanto para
a estimativa temporal da tarefa; e, por fim, a definição do
nosso plano estratégico de intervenção. Em sua opinião, o momento requer
que façamos um exercício de busca de
fundamentação dos pontos que temos que discutir sobre
a estrutura da carreira, e assim discutir sobre classe, níveis
e cargos. Existe a necessidade de termos a compreensão dos
princípios que determinam essas classes e esses níveis. Certamente os princípios, as concepções
e os posicionamentos deverão ser construídos com as discussões
que devem ser feitas na base da categoria. A carreira não pode ser uma demanda
isolada ou um regramento meramente vinculado a interresses
corporativos e, em particular, salariais. Por fim, Molinos lembrou que o caminho
de construção da carreira é muito longo, mas que o pré-requisito
básico para essa construção, que devemos perseguir, é a aproximação
das carreiras mediante a correção das distorções impostas
unilateralmente pelos vários governos.
Argumentou que o nosso movimento
estratégico passa pela intensificação da discussão interna
na base dos sindicatos com o objetivo de tornar visível o
trabalho que vem sendo feito para toda a categoria. Lembrou
que os pontos que ainda não estão acordados entre os sindicatos
e entre as suas bases tem que ser priorizados nas nossas discussões
doravante. Terminou dizendo que a carreira é
uma bandeira da qual não podemos abrir mão. É fundamental
para os docentes. É uma conquista a ser alcançada. Deixou
duas perguntas para reflexão: estamos preparados para enfrentar
os desafios da construção de uma carreira? Qual o momento
ideal para que o enfrentamento do governo seja pautado? Falando em nome do SINASEFE, Giorlando,
ao apresentar um resumo de sua intervenção, disse que foi
contemplado pelas argumentações de cunho político que o representante
do ANDES-SN desenvolveu. Lembrou, ainda, que a atual conjuntura
remete a uma discussão que tenha o cunho político e também
técnico da construção da carreira. Para o palestrante, ao
falar de carreira, temos que abordar as questões relacionadas
ao PUCRCE, os projetos de carreira já aprovados e/ou discutidos
na base dos dois sindicatos, as diretrizes de carreira, os
desafios do processo de unificação, os aspectos políticos
e também a malha estrutural. A carreira é um objeto de valorização
do(a) servidor(a) como um todo a partir do momento em que
contemple a progressão e a capacitação como elementos estruturantes.
Para facilitar o entendimento da dinâmica apontada, o palestrante
fez uma explanação dos momentos históricos que permearam a
construção da carreira que hoje temos a partir do PUCRCE,
com a criação da carreira para o magistério de ensino superior
e carreira para o magistério de 1º e 2º grau. O representante do SINASEFE, em acordo
com as posições do representante do ANDES-SN, acredita que
a lógica da reestruturação passa pela discussão dos pontos
sobre os quais ainda não há total acordo, e que questões políticas
tais como avaliação, remuneração, desenvolvimento e progressão,
qualificação e capacitação são pontos que deveremos discutir
entre nós e principalmente com o governo. Falando do embate
que temos a travar com o Governo lembrou o desenrolar das
reuniões do GT Carreira do MEC e as negociações que o governo
vem fazendo com as diversas categorias do funcionalismo público,
tendo como base a reestruturação das carreiras, lembrando
que essas reformulações, em geral, estão sendo nefastas para
os servidores. O Governo tenta dividir as entidades representativas
da categoria para enfraquecer e fragilizar a luta. Giorlando concorda com as estratégias
apresentadas por Molinos e sinaliza que, para superar os entraves
e os desafios, devemos pensar a carreira a partir da elaboração
de um projeto de lei. Posicionou-se a favor de que centremos
nossas forças na reabertura de canal de interlocução com o
governo a partir da reabertura do GT Carreira no MEC. Por fim, Giorlando apresentou a proposta
de tabela que o SINASEFE elaborou para contribuir com as discussões.
Lembrou que não há uma posição fechada em relação à proposta,
mas que é a base para a discussão. Lembrou, também, que o
conceito de humanização permeia a proposta da carreira apresentada
pelo SINASEFE e que esta aponta como essencial a titulação
para a carreira, bem como uma forma de progressão que não
seja só vertical mas que se daria também na horizontal e na
diagonal. Para finalizar, lembrou que as questões
aqui postas carecem de discussões mais aprofundadas que passam
pela via do debate. Na parte da tarde, os participantes do seminário foram divididos
em quatro grupos de trabalho para discutir os pontos destacados
e sistematizados durante o debate entre a plenária e os membros
da mesa. Seguem-se os pontos trabalhados. Proposta de trabalho nos grupos Sugestão para início
dos trabalhos para o Grupo 1
a)
Princípios
a.
Projeto de
educação
b.
Elementos
de modelo de Estado
c.
Garantia
de direitos
d.
Função docente
e.
Atribuição
docente
f.
Padrão unitário
de qualidade Sugestão para início
dos trabalhos para o Grupo 2
a)
Concepções
que norteiam a carreira (para que queremos a carreira?) Sugestão para início
dos trabalhos para o Grupo 3
a)
Princípios
estruturais para construção da carreira (diferenças Andes-SN X Sinasefe)
a.
Concepções
b.
Posicionamento
político
c.
Pontos relacionados
à estrutura Sugestão para início
dos trabalhos para o Grupo 4
a)
Plano estratégico
(ação política)
a.
Processo
de construção
b.
Calendário Pontos que irão permear as discussões em todos os grupos
a)
Progressão
b)
Avaliação
c)
Capacitação
d)
Progressão
e)
Estrutura
f)
Regime de
trabalho
g)
Aposentadoria
(tempo de serviço)
h)
Legislação
i)
Transição
(regras) OBS. Foi sugerido que os grupos deveriam
iniciar pelos itens indicados para depois discutir outros
temas. Na plenária final, os relatores apresentaram pontos levantados
pelos respectivos grupos que serão enviados às seções sindicais
do ANDES-SN e do SINASEFE, para conhecimento e discussão.
Os relatos, abaixo, expressam os pontos registrados.
RELATOS DOS GRUPOS DE
TRABALHO Grupo 1 Presentes: Arenales (SINASEFE-PA), Joanir (ADUNI-RIO), Lenicio
(ADUR-RJ), Ewaldo (SINASEFE-PARÁ), Elaine (ADUFPEL), Reinaldo
(SINASEFE), Cleni (SINASEFE-PEL), Paulo (APROFURG-RS), Ricardo
(ADUFES), Italo (SINASEFE). Relatório do grupo 1
– Princípios para a construção da carreira única O princípio básico na carreira única do magistério federal
é garantir uma educação de qualidade nas instituições federais
de ensino, numa perspectiva que garanta aos professores as
condições necessárias para o desenvolvimento de suas atividades
e aos alunos condições de aprendizagem e acesso universalizado,
resgatando, portanto, a auto-estima de servidores públicos
federais que ao longo dos anos vêm sofrendo ataques constantes
em razão do desmantelo das instituições federais de ensino
por falta de ações de governos sem compromisso com o desenvolvimento
social e nem com seus representantes perante a sociedade.
Esta nova carreira ou reestruturação das já existentes buscará
a criação de um novo Estado, mais humanista, democrático e
mais comprometido com a melhoria da qualidade de vida dos
brasileiros e brasileiras, mediante uma formação cidadã e
uma integração maior com a sociedade. Um Estado que garanta
aos seus cidadãos os direitos que lhes são assegurados na
Constituição Federal, que veja na educação uma ferramenta
para seu desenvolvimento social sustentável e que para isso
garanta planos/projetos/políticas educacionais perenes, independentes
dos governos. Os participantes do grupo fizeram uma avaliação de que, na
palestra do prof. Fernando Molinos, os princípios a serem
seguidos na construção da carreira única foram colocados de
forma clara e abrangente, e conseguimos ver contemplados nesses
princípios o que pensamos como um modelo de educação que queremos,
onde o fazer docente deve ser visto como um fazer igual em
todos os níveis de educação. A importância do emprego público a serviço da sociedade e não
dos governos e a valorização do trabalhador docente precisa
ser resgatado a todo momento e principalmente no embate com
o Governo. O processo de construção,
pelo ANDES e SINASEFE, da carreira única estabelece um esforço
comum e concretiza um fortalecimento das duas entidades na
luta conjunta contra a política do Governo de desmantelamento
do ensino público no sistema federal. A nova concepção de carreira docente deverá estar alicerçada
em pilares amplamente democráticos, contrapondo-se à lógica
do Estado, rechaçando a política neoliberal, reforçando a
necessidade de políticas públicas que atendam às carências
de uma sociedade oprimida pela implementação de um modelo
voltado para as exigências mais perversas de uma política
mundial. Algumas características do perfil do Estado que queremos - Garantia da autonomia dos poderes (Leg/Exec/Jud) - Investimento na diminuição das desigualdades sociais - Efetivação da educação como ferramenta de desenvolvimento
social sustentável - Garantia de projetos/planos/políticas educacionais perenes
independentemente dos governos - Garantia dos direitos assegurados na Constituição Federal Precisamos também analisar a terminologia usada por alguns
documentos/leis/decretos, tais como função, atribuição, atividades,
incumbência, pois, às vezes, a falta de uma terminologia única
confunde a execução das atividades.
Alguns questionamentos - Sabemos o que é uma carreira única e todas as suas conseqüências,
implicações e desdobramentos na vida profissional dos docentes? - Esta carreira vai seguir um modelo que repudiamos ou será
baseada em uma concepção do Estado que queremos? - Precisamos responder a que tipo de Estado? que tipo de sociedade?
que modelo de educação e de política social desejamos? Encaminhamento Realizar atividades como reuniões ampliadas, seminários locais
e regionais em conjunto ANDES-SN/SINASEFE Grupo 2 Presentes: Salatiel (ADUFRJ), Antônio Passos (ADUFAL), Fernando
(ANDES-SN), Agostinho (ANDES-SN), Washington (SINTEF-PB/SINASEFE),
Bartira (APUFSC), Edmar (SINASEFE). Foram levantados os seguintes pontos que, no seu conjunto,
definem o sentimento que temos sobre carreira:
a)
a carreira
como elemento de aglutinação da categoria;
b)
a carreira
favorece o alcance de um padrão único de qualidade para a
educação;
c)
a carreira
deve servir como elemento de garantia de construção da identidade
do docente como trabalhador pertencente a uma das classes
fundamentais da sociedade;
d)
a carreira
deve oferecer condições para a organização do trabalho do
docente e prover instrumentos que garantam um processo organizado
de desenvolvimento desse trabalho;
e)
a carreira
dá suporte à reversão da cultura que diferencia o exercício
do trabalho docente nas tarefas do ensino, da pesquisa e da
extensão, segundo os níveis de ensino (1º, 2º e 3º grau);
f)
a carreira
como instrumento de garantia para os docentes que não tiveram
condições de qualificação e progressão durante sua vida funcional
e também da busca de qualificação permanente;
g)
a carreira
como um regramento que favorece a observância das normas administrativas
e legislativas;
h)
a carreira
como um instrumento inibidor de distorções no quadro docente e de combate do quadro anárquico de utilização
da figura do professor substituto. Algumas considerações feitas pelo grupo 2 sobre o tema tratado
pelo grupo 4:
a)
necessidade
da divulgação do trabalho de construção da carreira, com ampla
veiculação na base;
b)
criação de
um grupo-tarefa para consolidar a produção dos GTs e da comissão
Pró-carreria, fazendo o trâmite de ida e volta da produção;
c)
centralização
da agenda de trabalho tanto do grupo-tarefa e dos grupos dos
GTS nas questões sobre as quais ainda não há definição conjunta;
d)
consolidação
da discussões referentes ao campo jurídico e também à questão
de uma maior compreensão da nossa relação como servidores
com o Estado;
e)
aproximação
com os parlamentares e confecção de um documento que mostra
a nossa pauta emergencial que busca regularizar situações
de distorções;
f)
convite a
pessoas que tenham acúmulo na discussão para proferir palestras
que auxiliem o nosso entendimento do processo de construção
da carreira única. Um dos nomes indicados foi do Rogério Coelho.
Grupo 3 Presentes: Paulo Cresciulo (ANDES-SN), Solange Bretas (ANDES-SN),
Oneize (ADUFS), Tânia (SINASEFE), Carlos Alberto (SEDUFSM),
Sandra (APUFSC), Tancredo (ASPUV) e Elisa (SINDSCOPE/SINASEFE) PRINCÍPIOS ESTRUTURAIS DAS DUAS CARREIRAS (PONTOS DE DIVERGÊNCIA) Após a definição do método de trabalho, foi iniciada a discussão. Foram apresentados pontos
de diferenças da estrutura da carreira. Regime
de trabalho
Para o ANDES-SN, os regimes de trabalho da nova carreira seriam
20h e dedicação exclusiva O SINASEFE, além desses regimes, defende a permanência das
40h sob a argumentação que se segue. A discussão da concepção da indissociabilidade do ensino, pesquisa
e extensão, em toda a categoria. A dedicação exclusiva contempla
esta concepção. Há necessidade de superar a cultura de que
professores do ensino básico não podem ser pesquisadores.
A carga de 40 horas com 24 tempos impossibilita outras atividades
além do ensino. Trabalhar com a questão da carga horária,
de forma mais comprometida para possibilitar a pesquisa e
a extensão, o que deverá ser estendido aos professores com
40 horas. Para as instituições de 1º e de 2º grau o regime de 40 horas
se justificaria pelo fato de que o docente teria oportunidade
de interagir com a sociedade, adquirir experiências junto
ao mercado, além de complementar salários, extremamente deteriorados. Apesar dos argumentos, devemos considerar as realidades diferentes
entre as duas bases sindicais. Concurso
para última classe
Na proposta do andes-sn,
a ascensão à ultima classe se dá por concurso, com defesa
de memorial descritivo para mudança de classe. Isso não está previsto para a Carreira do SINASEFE. Classe de especialista A classe especialista é contemplada na proposta do SINASEFE.
Para o Andes-SN,
a especialização não seria classe, essa titulação seria contemplada
por gratificação correspondente. Avaliação de desempenho Para o SINASEFE, o processo de avaliação incluiria docentes,
estudantes e técnicos-administrativos. A avaliação proposta pelo ANDES-SN prevê a participação dos
“pares”. Estrutura
de carreira
A estrutura proposta pelo SINASEFE prevê ascensão horizontal,
vertical e diagonal, a proposta do ANDES-SN prevê progressão
vertical. Atribuições
de classe
A proposta do SINASEFE contém apenas atividade, mas considera
a necessidade de definir atribuições de cada classe. Plano Estratégico (Ação Política)
a)
Processo
de discussão
b)
Calendário O debate dos itens a e b foi feito no conjunto, tendo sido
indicado que a discussão sobre carreira deve constituir estratégia
de mobilização em 2007. Em relação ao calendário, o grupo está
indicando apresentar à categoria, para discussão, até junho/07,
os seguintes elementos da carreira visando à construção de
proposta de carreira única:
a)
atribuições
b)
estrutura
c)
incentivo
à capacitação
d)
avaliação/progressão
e)
transposição
f)
regime de
trabalho Sugestão: enviar para a base do ANDES-SN e do SINASEFE os documentos
já produzidos por essas entidades sobre o tema para subsidiar
a discussão. Grupo 4 Presentes: Diniz (SEDUFSM), Eulálio (SINASEFE-DN), Isabel (ADUFPA),
Roterdan (ADUFC), Marinalva (ADUFCG), Fernando (ADUFPB), Aparecida
(SINASEFE-RO), Hélcio (SINDECEFET-MG), Everardo (SINASEFE/SINDSCPE-RJ),
Pacheco (SINASEFE-SC). Plano Estratégico (ação política e calendário) O grupo iniciou suas discussões a partir das produções do Grupo
de Trabalho ANDES-SN/SINASEFE, realizadas durante o ano de
2006. O professor Diniz iniciou sua intervenção comentando a importância
de aprofundar as discussões na base dos sindicatos e aponta
também a necessidade de construir documentos com indicações
sobre a carreira. Eulálio informa que o SINASEFE, no seu último
congresso, deliberou a criação de uma comissão pró-carreira
junto com o ANDES-SN. Isabel comenta a dificuldade de participação
dos professores dos dois sindicatos nos eventos realizados
na ADUFPA. Também comenta a necessidade de construção de documentos
básicos sobre a carreira, bem como de criação de seminários
com temas sobre as classes e níveis dentro da carreira. O
professor Roterdan comenta as distorções das funções dos professores
de 1º e de 2º grau que dão aulas no 3º grau e apresenta uma
proposta discutida na sua AD de identificar no congresso os
parlamentares comprometidos com a educação para construir
emendas que visem a corrigir tais distorções e fala da importância
de resgatar a Frente Parlamentar da Educação. A professora
Marinalva questiona a estratégia de começar pensando a carreira
a partir do título e aponta que as discussões sobre carreira
devem ser retomadas a partir dos caminhos trilhados pelo Movimento
Docente, ou seja, afinar o conceito e as ações sobre as atribuições
entre os docentes e também não fugir das discussões salariais,
bem como atentar para as possibilidades de perdas. Fernando
comenta a importância de aprofundar a possibilidade de encontros
temáticos sobre carreira entre as sessões sindicais do ANDES-SN
e do SINASEFE a exemplo do que aconteceu em Florianópolis,
João Pessoa e Recife. A professora Aparecida defende que a
comissão a ser criada sobre carreira deva fazer um esqueleto
da estrutura para começar a discutir entre os professores.
Eulálio comenta a sua participação nos seminários nacionais
e aponta que as discussões podem ser realizadas a partir da
aposentadoria e das carreiras atuais. Reforça a importância
de começar a exigir que o MEC discuta com os dois sindicatos.
Hélcio lembra a história da LDB, que quebra o sistema nacional
de ensino e que há um novo cenário do quadro docente. Marinalva
acredita que a realização de um seminário sobre carreira aponte
a relação do Estado x Educação x Carreira. Questiona o fato
de os concursos exigirem o título de doutor e que isso dificulta
o processo de inclusão. Aponta a necessidade de fazer um calendário
entre os seminários regionais e nacional e recomenda que a
produção de um documento sobre carreira elaborado pela comissão
não fique restrito aos militantes. Everardo faz uma reflexão
sobre a necessidade de aprofundar a questão da titulação e
da política de capacitação. Fala em recuperar a questão da
isonomia e também a importância de ter uma comissão pró-carreira
composta pelo ANDES-SN e pelo SINASEFE, além de seminários
regionais. Pacheco foca sua intervenção na importância de
garantir um bom seminário e definir se a carreira é prioridade
nas entidades. Massificar um documento básico sobre a questão
da carreira. Professor Diniz comenta que a comissão pró-carreira
deve se reunir antes dos seminários regionais e nacional e
que deve-se trabalhar na tentativa de reduzir as diferenças
entre as carreiras. Fernando defende a manutenção dos canais
abertos com a ANDIFES e com o MEC e a ida às novas IFES para
promover debates sobre a carreira. A professora Aparecida
comenta a necessidade de ampliar a divulgação na base dos
debates sobre a carreira. Após as intervenções iniciais, foram abertas inscrições para
os encaminhamentos propostos. Foi feita mais uma rodada de
discussão e foram apontados os encaminhamentos que se seguem.
1- Indicar ao 26º CONGRESSO a criação de uma comissão mista
pró-carreira ANDES-SN/SINASEFE. Obs.: A comissão teria como atribuições: sistematizar o acúmulo
das discussões dos GTs de Carreira do ANDES-SN e do SINASEFE;
formular um documento que servirá de base para as discussões
nos seminários; realizar reuniões periódicas, especialmente
antecedendo os seminários com temas ligados à carreira; fazer
cartazes para divulgação dos seminários para aglutinação da
base. 2- Realizar três seminários regionais de abril a junho com
os possíveis temas: Educação no Brasil de FHC a Lula; Carreiras
atuais; Distorções e manutenção de eixos do PUCRRECE; Caminhos
na reestruturação da carreira. 3- Realizar um seminário nacional no mês de agosto com o possível
tema: Carreira única docência da
educação básica à educação superior. Encerramento No encerramento os participantes acertaram que os relatórios de cada grupo passariam por uma revisão por parte dos relatores que os enviariam por e-mail ao ANDES-SN para compor o relatório do evento.
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Expediente: A Diretoria da ADUnB-S.Sind. não se responsabiliza pelas opiniões expressas em artigos e matérias assinados. |