Informativo eletrônico da ADUnB
Brasília
22 de dezembro de 2006
Nº 51

 

 

Docentes reprovam reajuste salarial de parlamentares


A ADUnB-Seção Sindical do ANDES-SN vem a público reforçar as manifestações de indignação que vários setores da sociedade têm feito contra o reajuste de 91% nos salários dos deputados e senadores da República, que saltariam de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00, causando um impacto, só na Câmara dos Deputados de R$ 157 milhões.


A diretoria da entidade entende que a aprovação do reajuste do salário dos parlamentares seria um desrespeito à cidadania, visto que a maioria da população sobrevive com o salário mínimo.
Os diretores da entidade ressaltam o fato de os congressistas usarem sua função para legislar em causa própria, criando leis que os privilegiam com aumentos exorbitantes, ampliando suas regalias e promovendo ainda mais a exclusão social num país em que nenhuma categoria consegue, minimamente, corrigir a defasagem salarial. Além disso, eles recorreram ao decreto legislativo 444, de 2002, revogado com a Emenda Constitucional 41, de 2003, portanto, basearam-se em uma lei que não tem nenhuma validade para se autoconceder o aumento.


Para se ter uma idéia, apenas na Câmara, cada um dos 513 deputados federais custa aos cofres públicos mais de R$ 100 mil mensais, pois além do atual salário de R$ 12.847,20, eles recebem verbas de gabinete, benefícios, como auxílio-moradia, viagens aéreas de ida e volta para seus estados de origem e, além do 13º, eles ainda têm o 14º e o 15º salários.

 

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