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Docentes
reprovam reajuste salarial de parlamentares
A ADUnB-Seção Sindical do ANDES-SN vem a público
reforçar as manifestações de indignação
que vários setores da sociedade têm feito contra o reajuste
de 91% nos salários dos deputados e senadores da República,
que saltariam de R$ 12.847,20 para R$ 24.500,00, causando um impacto,
só na Câmara dos Deputados de R$ 157 milhões.
A diretoria da entidade entende que a aprovação do reajuste
do salário dos parlamentares seria um desrespeito à
cidadania, visto que a maioria da população sobrevive
com o salário mínimo.
Os diretores da entidade ressaltam o fato de os congressistas usarem
sua função para legislar em causa própria, criando
leis que os privilegiam com aumentos exorbitantes, ampliando suas
regalias e promovendo ainda mais a exclusão social num país
em que nenhuma categoria consegue, minimamente, corrigir a defasagem
salarial. Além disso, eles recorreram ao decreto legislativo
444, de 2002, revogado com a Emenda Constitucional 41, de 2003, portanto,
basearam-se em uma lei que não tem nenhuma validade para se
autoconceder o aumento.
Para se ter uma idéia, apenas na Câmara, cada um dos
513 deputados federais custa aos cofres públicos mais de R$
100 mil mensais, pois além do atual salário de R$ 12.847,20,
eles recebem verbas de gabinete, benefícios, como auxílio-moradia,
viagens aéreas de ida e volta para seus estados de origem e,
além do 13º, eles ainda têm o 14º e o 15º
salários.
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